26 março 2015

Frankenstein


Hoje fazem exatos 197 anos que o livro Frankenstein, da autora Mary Shelley foi publicado. Em 1818, foi o ano em que essa obra-prima da literatura de horror universal surgiu, para meu delírio, claro... Minha edição é da Editora Martin Claret, e apesar da capa não ser lá essa maravilha da natureza, gosto bastante dele, pois o comprei porque seria uma leitura para faculdade, numa cadeira eletiva, e também porque era louca pra conhecer a história...

Quem me conhece sabe que tenho certa 'quedinha' por criaturas/pessoas marginalizadas e/ou grotescas [Leia-se Quasímodo, O homem que ri, Freaks, e por aí vai...]. Então, resolvi fazer um trabalho de apresentação com a temática de monstros nessa cadeira eletiva que paguei, e em outra ocasião falarei disso, mas por hora vamos nos concentrar em Mary Shelley.

A história é sobre o dr. Frankenstein, que em sua sede de ambição, pretende dar vida a um corpo morto. Alucinado em suas pesquisas, se isola da família e vai morar num local afastado, onde começa a roubar pedaços de cadáveres no cemitério para formar o corpo da Criatura, costurando os pedaços. Por ironia do destino, sua experiência bizarra dá certo e logo ele se vê frente a frente com sua criação, uma criatura grotesca e monstruosa, cheia de remendos, e que aparentemente não tem inteligência. Desesperado e horrorizado com o que fez, o médico parte dali deixando para trás seu experimento. O problema é que o experimento' está confuso, se sente abandonado por seu Criador e resolve partir pelo mundo em sua procura, a fim de questionar-lhe sobre o motivo de ter sido deixado para trás...

Durante seu percurso, a Criatura [que erroneamente chamam de Frankenstein quando na verdade esse é o sobrenome de Victor, o médico - e ele próprio não possui um nome, sendo mencionado em todo o livro como simplesmente 'a Criatura'], vai se deparando com o mundo inteiro e toda a beleza e crueldade que existem nele. As pessoas que o veem fogem assustadas. Ele se indaga sobre o porquê de afugentar as pessoas, já que não faz mal nenhum pra elas. Numa dessas paragens, passa um tempo numa casa onde há um cego, que parece ser o único amigo que ele encontra durante a viagem. Ele aprende a ler, e entre as obras que lhe chegam às mãos, está o livro Paraíso perdido, de John Milton. Seria uma espécie de alusão à Criação e Criador... Crítica de cunho religioso sobre a criação do homem e sua 'queda'.

Durante a jornada em busca de Victor, infelizmente a Criatura acaba perdendo sua 'bondade' e vai sucumbindo à tristeza e raiva de ter sido rejeitado. Então ele resolve se vingar de seu Criador, matando todos a quem ele ama... Ele não poupa nem crianças... 

A narrativa se dá através de cartas que são escritas por um capitão chamado Robert Walton que descobre a história quando está a bordo de seu navio rumo ao pólo norte e seus homens avistam a Criatura num trenó. Pouco depois ele encontra num bote o dr. Frankenstein, que passa a lhe contar sobre o infortúnio que se abateu em sua vida e família desde que criou o monstro e ele se vingou matando os seus parentes... Então o capitão escreve à irmã contando toda a história...

Um fato interessante sobre o livro é a maneira como Shelley fazia críticas a sociedade em sua época. A própria questão da criação, quando o cientista tenta ser 'Deus' e pretende dar vida a algo morto, é parte desse processo de crítica. Na época em que foi lançado, o mundo se encontrava em processo de modernização, a ciência ganhava mais adeptos e descobertas foram feitas. Tudo em nome do progresso. A ética também é descrita na obra; um exemplo bem claro é na morte do irmão de Victor, em que a empregada que cuidava do menino é acusada da morte dele, e mesmo Victor sabendo de sua inocência, deixa a pobre mulher ser condenada à morte, pois sabia que se descobrissem que foi o monstro que ele criou que cometeu o crime, ele é quem seria punido. Ele preferiu ver uma inocente pagar por seu ato irresponsável, a fim de se safar da pena. 



Ao longo do tempo, a Criatura ganha 'experiência' e discernimento. E quando finalmente consegue alcançar o doutor, exige que ele faça uma companheira pra ele, a fim de suportar melhor a solidão, em virtude de ninguém querer sua companhia. A Criatura sofre com o peso de ser diferente' dos demais seres, ela é marginalizada pelo mundo por sua aparência que não se enquadrava nos 'moldes adequados'. Isso nos coloca em reflexão, sobre nós mesmos, e em quantas vezes somos desprezados e rejeitados por ter um pensamento, ideal ou aparência que não se encaixam naquilo que é considerado perfeito. Por último, mas não menos importante, percebam na leitura de narrativa maravilhosa - diga-se de passagem - o aspecto da dualidade e do ser que se corrompe ao conhecer o pior que a natureza tem a nos oferecer. A transição do monstro se tornando um ser possuidor de pensamentos vis e aterrorizantes, e em que aspectos essa condição lhe foi gerada - o mal do mundo converteu a Criatura, transformando-a realmente num monstro assassino, quando antes era um ser bom, apesar de grotesco... é sobre a queda do indivíduo.

Existem várias adaptações do livro para o cinema, e a mais famosa é a que Boris Karloff dá vida ao personagem monstro. Posteriormente deram uma companheira para ele, num filme chamado A noiva de Frankenstein. 



Em suma, o livro faz com que analisemos diversos aspectos diferentes e que podemos encaixar em nosso próprio cotidiano. Quem nunca se sentiu em algum momento como a Criatura de Frankenstein que atire a primeira pedra...



Mary Shelley era filha do poeta William Godwin e casou-se com Percy Shelley, tendo criado a história numa noite de tempestade, num encontro com seus amigos, entre eles o poeta Lord Byron... O que era pra ser apenas um conto criado numa simples brincadeira, se tornou um clássico da literatura mundial, e um clássico indispensável na lista de livros para se ler antes de morrer, de qualquer leitor que se preze... 

Até a próxima, pessoal. Espero que tenham curtido a resenha... 

24 março 2015

A lenda do cavaleiro sem cabeça, de Washington Irving



Trago para vocês a resenha de uma história incrível, que mesmo não sendo tão lida é conhecida por muita gente. Trata-se de A lenda do cavaleiro sem cabeça. Escrita entre 1819/1820, por Washinton Irving, a história é um conto que faz parte do livro Os esboços de Geoffrey Crayon, uma coletânea de ensaios e histórias. 

"Era uma terra encantadora de mente fantasiosa, De sonhos que acenam diante de olhos semicerrados; E de castelos alegres nas nuvens que passam, Iluminando para sempre um céu de verão. Castelo de indolência." 

A obra é bem detalhista, curta e apesar do nome dar ênfase ao cavaleiro, a história gira mais em torno do lugarejo onde surge sua lenda e sobre o professor Icabode Crane, um professor atrapalhado, sem teto e que vive de ajudas que a população local lhe dá, incluindo aí um teto para dormir e comida. Ele dá aulas para as crianças do Vale Adormecido, e nasceu em Connecticut. Veio parar naquelas terras justamente para educar ops pequenos, e ninguém sabe de seu paradeiro depois que ele se encontrou com o famoso cavaleiro, que segundo a lenda, era um soldado que teve sua cabeça arrancada por uma bala de canhão. Fantasma esse que só dá o ar de sua [des]graça ao final do conto, embora seja citado desde o começo da narrativa. 

Christina Ricci e Johnny Depp, na versão de Tim Burton


Apesar de romanceado em vários filmes, incluindo aí a versão de Tim Burton, com Johnny Depp no papel do esfomeado professor, Icabode Crane não tem nada de romântico. Ao se aproximar de Katrina Van Tassel, ele pensa mais na comida e fortuna que herdaria ao se casar com ela do que com a própria beleza da moça. E mesmo sendo com esse objetivo, ele ainda precisa enfrentar a raiva de seus oponentes, pois a moça atrai vários admiradores na região, entre eles Abraham, ou Brom Van Brunt, como é mais conhecido. Sabendo que num embate ele seria logo derrotado, Icabode sempre foge das artimanhas de seu rival, mas não escapa das humilhações impostas por ele, ainda mais na frente de Katrina. 

"Teria vivido uma vida agradável, a despeito do demônio e de suas obras, se não tivesse cruzado seu caminho um ser que provoca mais perplexidade ao homem mortal do que os fantasmas, duendes, e toda raça de bruxas reunidas: uma mulher."

Como falei no início do texto, o doutor era ajudado pelos moradores do Vale, e passava noites e mais noites sendo servido com uma boa janta, sempre tinha um lugar para se hospedar e meio que fazia um 'rodízio de paragens'. Entre tantas noites de inverno ouvindo histórias das senhoras holandesas, e apesar do deleite em passar um tempo com tais pessoas, ele tinha medo quando precisava voltar ao local onde dormia...

"Mas o prazer que havia em tudo isso - no cantinho aconchegante ao pé da chaminé de uma sala em que a lenha estalando na lareira produzia uma coloração rubra, e onde, e claro, nenhum espectro ousava mostrar o rosto - só se tornava evidente na volta, graças ao terror que o acompanhava o retorno a casa. Que formas e sombras terríveis povoavam seu caminho, em meio ao fulgor vago e assustador de uma noite sob o manto da neve! Com que olhar ansioso ele observava cada raio de luz tremeluzente de alguma janela distante que cortava os campos incultos! Muitas vezes ele se assustava com algum arbusto coberto de neve que, qual fantasma encoberto por um lençol, surgia em seu caminho! Quantas vezes não se encolheu num arrepio gelado ao ouvir o som de seus próprios passos sobre a crosta gélida debaixo de seus pés; e teve medo de olhar por cima dos ombros, temendo dar de frente com algum ser misterioso a lhe seguir de perto os passos! E quantas vezes também não desfaleceu por completo por causa de uma rajada impetuosa, que vinha sibilante irromper por entre as árvores, achando tratar-se do Mercenário Galopante do Vale em uma de suas andanças noturnas!"


A história é contada sobre a perspectiva dos escritos de um tal Dietrich Knickerbocker, que relata os estranhos acontecimentos que precederam o desaparecimento do doutor Icabode Crane do Vale Adormecido, bem como a descrição da lenda do Cavaleiro contada por todos que habitavam o local. Segundo suas anotações, o cavaleiro foi sepultado no cemitério da igreja e ele sempre volta à noite procurando sua cabeça. Ele geralmente atravessa o vale apressado, pois precisa voltar ao seu túmulo antes que a aurora apareça no horizonte... Dietrich seria um visitante antigo do Vale, creio eu, e narra tudo com uma riqueza de detalhes impressionante... 

Em suma, A lenda do cavaleiro sem cabeça é uma história apropriada para uma noite fria e chuvosa, de preferência lida a pouca luz e melhor ainda se for numa sexta-feira 13 *risos*. É uma ótima opção para quem busca leituras curtas, pois tem apenas 72 paginas [ao menos minha edição, da Editora Nova Alexandria...]. É válido também assistir algum filme, mas se for assistir a versão de Tim Burton, não espere fidelidade absoluta entre o livro e o conto, embora não deixe de ser uma excelente adaptação...







Espero que tenham curtido a resenha. Até a próxima...

23 março 2015

O Pianista, um incrível relato de guerra...

Como alguns já sabem, eu sou apaixonada por relatos de guerra, em especial da Segunda Guerra Mundial, e a primeira leitura que fiz de O pianista, em 2009, me deixou uma sensação ao fim da leitura [no decorrer também] de que eu estava levando socos e mais socos no estômago. Em alguns trechos cheguei a pausar a leitura, respirar fundo e fechar os olhos pra me acalmar e prosseguir com a obra... quase 6 anos depois, ao [re]ler o livro, a sensação ainda foi a mesma...

Wladislaw Szpilman era um pianista, judeu polonês que vivia com seus pais, irmãs e irmão na Varsóvia dos anos 30. Ele e sua família presenciaram as tropas alemãs invadindo sua cidade, eles viram de perto seus amigos serem espancados, humilhados e despejados de suas casas e empregos apenas por serem judeus. E sendo uma família judia, eles também não escaparam do cerco antissemita que se instaurava na época da guerra, e logo se viram apertados no bairro judeu, como ficou conhecido o Gueto de Varsóvia. 


Os primeiros anos de guerra foram difíceis, e eles conviviam com um suspense no ar, uma incerteza sobre como suas vidas se modificariam a partir dali e volta e meia uma ameaça nova se desdobrava. Eram os cupons de racionamento, o limite de zlotys que as famílias deveriam possuir, as prisões na rua sem fundamento aparente, a escassez de comida e água, bem como os fuzilamentos aleatórios que testemunharam. O livro, escrito como uma espécie de diário, narra passagens bem severas e cruéis que Wladislaw passou e presenciou, entre elas uma que me deixou extremamente desconfortável:


"Estava atravessando a praça Bankowa e atrás de mim vinha uma mulher empunhando uma panela embrulhada em jornal. Entre nós arrastava-se um velho lapacz, com os ombros arqueados e tremendo, com sapatos furados e pés roxos de frio. Repentinamente, o lapacz jogou-se para a frente, agarrou a panela e conseguiu arrancá-la das mãos da mulher. Talvez por não ter mais energia, ou então porque a mulher segurava o seu tesouro com muita força, ele não conseguiu segurar a panela, que caiu sobre a calçada derramando uma sopa fumegante sobre a rua imunda. Todos três paramos como estátuas. A mulher ficou muda de espanto, o lapacz olhou primeiro para a panela, depois para a mulher e dos eu peito escapou um soluço que mais parecia um gemido. Depois se atirou no chão e começou a lamber a sopa diretamente da calçada, protegendo-a com as mãos, insensível à reação da mulher que, gritando e arrancando os cabelos em desespero, chutava a sua cabeça."

Noutra passagem igualmente chocante, uma equipe de ronda alemã para no prédio em frente ao que a família Szpielman se alojava e jogaram um senhor idoso numa cadeira de rodas do terceiro andar, enxotando os moradores do prédio para a rua, fuzilando-os em seguida. A violência perpetrada pelos alemães era frequente e os judeus precisavam contar com a sorte para não serem alvejados na rua... Além desse risco, quem ainda tinha 'sorte' era apenas humilhado ou espancado, mas tinha a vida poupada...

Logo o cerco aperta e o inevitável acontece. Os rumores sobre uma deportação em massa para campos de trabalhos forçados [que na verdade eram campos para extermínio judeu] tornaram-se verídicos. A família de Wladek teve o destino selado, e apenas uma de suas irmãs e Henrik, seu irmão, passaram na 'triagem'. Mas no meio das pessoas amontoadas na praça no dia seguinte, eles se juntaram novamente, pois ambos se ofereceram para ficar ao lado dos pais e irmãos, não desejando escapar ao destino cruel que lhes era imposto... A família Szpielman teve então sua última refeição...




Por sorte [?] Wladek consegue escapar de entrar no trem de gado que levou para a morte seus entes queridos. Sozinho e desesperado, ele precisa agora lutar diariamente e contar com uma boa dose de [mais] sorte para escapar das escolhas aleatórias de fuzilamento, dos piolhos e tifo, do frio e fome, a fim de sobreviver. Os anos seguintes até o fim da guerra são sobre os dias que passou trilhando becos e casas abandonadas e sob constante ameaça de invasão alemã, das bombas que caíam dos céus a fim de ceifar o exército alemão, depois que conseguiu fugir das triagens nazistas. Trabalhou para estes, e quando os judeus já não eram mais necessários, eram mortos. Ele escapou de todas...

Adrien no papel de Wladislaw Szpielman

No fim da guerra, encontrou-se com um soldado alemão e graças a ele pôde sobreviver, muito provavelmente... Mas não vou contar mais detalhes porque vocês precisam ler e conhecer a história desse pianista, que com muita garra conseguiu sobreviver ao horror que a guerra trouxe. De quase meio milhão de judeus que viviam em Varsóvia, alguns poucos milhares conseguiram escapar do Holocausto, mas perderam tudo: família, objetos, casa, trabalho, a sanidade...



Ao fim do livro, há trechos do diário do soldado alemão que o ajudou, Wilm Hosenfeld. No prefácio, seu filho Andrzej Szpilman fala sobre não deixar cair no esquecimento o nome desse soldado que ajudou a salvar a vida de seu pai. Wladek não era escritor mas escreveu sua história assim que a guerra teve fim, ele era um renomado compositor de seu país, e pode-se dizer que a música o salvou... Acompanhamos a trajetória do pianista com um misto de horror e esperança de que ele iria se safar a cada página. É um relato cru e impiedoso de um conflito que matou milhões e destroçou outros milhares. É, acima de tudo, uma herança sobre a memória dos judeus que pereceram nos fornos crematórios e nas câmaras de gás dos campos de concentração... Em suma, uma obra emocionante e que nos permite enxergar por uma perspectiva de alguém que viveu no Gueto de Varsóvia... 

Houve uma excelente adapta da obra, dirigida por Roman Polanski, trazendo Adrien Brody no papel de Wladislaw. Papel esse que lhe rendeu o Oscar de melhor ator [mais que merecido]. Confira abaixo o vídeo do momento em que ele é anunciado como o ganhador do Oscar naquele ano de 2003. Sabe aquele choro nervoso, cheio de soluços, que você não consegue controlar e seu corpo responde às lágrimas com espasmos? pois é. Foi o que ocorreu comigo ao ver esta obra-prima...



Espero que tenham curtido a resenha... Já leram ou tem vontade de ler esse livro? O que acharam dele? Me contem nos comentários... Até a próxima postagem... 


22 março 2015

Resultado: Promoção Estante Reveladora

Olá leitores!

Primeiramente, gostaria de agradecer a todos os participantes do nosso primeiro concurso cultural de 2015 aqui no Dose. Demoramos, mas não falhamos! Mais uma vez, caprichamos nos presentes: 2 livros + calendário do Dose Literária + brindes. 

Quem ganhou a promoção #EstanteReveladora no Facebook?

Estante 3: Priscilla Freitas/ SP


Por que sua estante de livros revela o melhor de você?

Minha estante reflete diariamente minhas conquistas. Antes, fui julgada por gostar "apenas" de ler, hoje, com sorriso no rosto, saio de casa todos os dias com a certeza de que: a leitura me salvou de tudo de ruim que poderia me afetar, tirou-me risos e lágrimas em histórias memoráveis, e o mais importante de tudo, fez-me acreditar em mim mesma... Com orgulho este ano irei formar no curso de Letras!

Parabéns Pri! 

 Até a próxima promoção!

16 março 2015

Promoção Estante Reveladora: Vote e Curta!

Olá amigos e leitores!
Conforme a publicação da promoção Estante Reveladora, informamos que as estantes participantes já estão disponíveis para votação/curtidas no Facebook.
Participantes:
1- Maise Vieira
2- Danilo Teles
3- Priscila Freitas
4- Marcia Abreu
5- Amanda Marchi
6- Eliane Jareno
7- Kris Oliveira
8- Clivia Lira
9- Adriana Quezado
10-Nataly Camargo



Todos os participantes responderam a pergunta: Por que sua estante de livros revela o melhor de você?
(confira respostas nas respectivas fotos postadas).
As fotos estarão disponíveis para votação/curtidas até 20/03/2015.

Boa sorte aos participantes! ;)




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