19 agosto 2014

Literatura Infantil: A Gotinha Plim Plim


Quem me conhece sabe que sou apaixonada por livros infantis, e se não os resenho com freqüência, é que por vezes eles são tão curtos que não tem muita coisa a se falar a respeito, então perdoem desde já a curta resenha. Mas achei necessário falar sobre esse livrinho que me deixou apaixonada por sua fofa história...

A gotinha Plim Plim foi lido em um blog que posta livros infantis, o Apenas Idéias, em sua maioria na íntegra. Escrito por Gerusa Rodrigues Pinto, e com ilustrações de Hugo Mattos da Silva, A gotinha Plim Plim é a história de uma gota de chuva que vivia em uma nuvem no céu. Mas ao contrário das demais gotinhas, Plim Plim não queria cair na terra por meio da chuva. Mas, ela não teve opção e não pôde ficar em sua nuvem por muito tempo, logo precipitando-se junto com as demais gotinhas...

Mas ao deslizar sobre as pétalas de uma linda rosa vermelha, Plim Plim adorou a sensação e nem saudades do céu teve mais por causa disso... Ela acabou fazendo cócegas na rosa vermelha que começou a rir com Plim Plim. Depois de se apresentarem, a rosa vermelha explicou a Plim Plim que estava muito contente por ter sido molhada por ela, pois ela estava com sede, deixando a gotinha animada por ter sido útil à rosa. A rosa ainda diz pra sua amiguinha que as gotas de chuva são importantes para a vida de todas as plantas do planeta, o que deixa nossa Plim Plim muito feliz. 

Descendo pelo caule da rosa vermelha, ela se depara com sua raiz, e depois de uma breve apresentação, ela descobre que se não fossem as gotas de chuva, as raízes não germinariam, dando vida às plantas. Mas então veio o dia seguinte e o sol fez com que Plim Plim e as demais gotinhas que caíram em forma de chuva no dia anterior subissem ao céu novamente. E dessa forma, Plim Plim compreendeu o seu papel na natureza, pois o ciclo iria começar outra vez...

Com apenas 13 páginas, lindas imagens coloridas e publicado pela Ed. FAPI Ltda, A gotinha Plim Plim serve de forma eficaz para ensinar aos pequenos o ciclo da água na natureza. Pode parecer um livro bobinho, mas traz um importante aprendizado na área de Ciências para as crianças, e decerto elas irão absorver o assunto de maneira simples e criativa. É uma boa dica para professores de primário, na área de ciências... Minha área é História, mas pretendo ler para meu sobrinho, quando ele tiver idade suficiente para estudar a respeito desse [e de outros] assunto[s]...

Consegui um exemplar desse livro numa troca que fiz no Skoob. Espero que tenham gostado da resenha.

18 agosto 2014

Máquinas de Livros em São Paulo

Seguindo o exemplo das máquinas automáticas que vendem de tudo no Japão (até guarda-chuva!), o Metrô de São Paulo abriga as máquinas automáticas de livros que são administradas pela empresa 24x7 Cultural.

Foto: 24x7 Cultural
Através da campanha "Pague quanto acha que vale", você pode adquirir livros utilizando uma cédula de no mínimo R$2 (dois reais). 
São diversos títulos e para todos os públicos. As máquinas são constantemente abastecidas com novos livros e estão espalhadas por diversas estações das linhas do metrô.

O idealizador desse projeto é Fábio Bueno Netto, que um dia se deparou com uma máquina de café instalada na sede da FIESP e pensou: "Por que não livros?".
Em seu site, Fábio conta sobre a instalação das primeiras máquinas em 2003, do sucesso e da praticidade que elas representam na vida do leitor paulistano. 

"Naquela noite dormi o sono dos anjos, feliz comigo mesmo por ter dado o primeiro passo para uma grande mudança nos padrões culturais de São Paulo, e a seguir do Brasil."


No topo da lista dos livros mais vendidos estão os grandes pensadores como Nietzsche, Maquiavel, Platão, Diderot e Sun Tzu. Também estão disponíveis obras de leitura obrigatória para vestibular, manuais de informática, guias de viagens, dicionários, livros em inglês e outros de utilidade prática.

"Com o tempo, passei a chamar a máquina de livros de máquina de sorrisos, porque toda vez que alguém compra um exemplar de uma obra, sai com um largo sorriso de prazer e de poder. Brasileiro lê, gosta de ler, sabe escolher e é muito exigente, basta dar acesso." - diz Fábio.

Se você você costuma utilizar o metrô como transporte, não deixe de observar as máquinas, quem sabe você não encontra um livro legal e barato? A localização das máquinas está disponível no site da 24x7 Cultural.

Minha experiência - livros que comprei nas máquinas

É um vício, é automático: quando cruzo com uma máquina dessas, eu tenho que parar para ver os livros à venda. Logo já começo a procurar algum trocado na carteira e quando o livrinho cai na cesta abaixo, aí vem o sorriso como o próprio Fábio descreveu.

Recordo-me que meu primeiro livro comprado foi "O Anticristo" de Nietzsche em 2006 e lembro até que foi na estação República.
Desses anos utilizando essa "caixa de tesouros", eu só tive dois transtornos que pra minha sorte foram resolvidos: um livro ficou preso na "cesta" de retirada e saiu bem amassado. Tive que amassar o livro para conseguir retirá-lo. 
Uma outra vez,  foi quando eu digitei o código, mas o prendedor da prateleira com o livro estava com defeito e não o soltou. Um funcionário do metrô me ajudou balançando a máquina até o livro se desprender e cair na cesta. 

Não é todo dia que encontro livros que me interessam, mas quando encontro é desesperador não ter pelo menos dois reais trocados no bolso (rs). Entre os escritores de obras que comprei estão Clarice Lispector, Ana Miranda, Charles Dickens, Machado de Assis, Voltaire, Eça de Queiroz, Guy de Maupassant e etc!

Alguns livros que comprei nas máquinas. Ops, alguns livros estão de cabeça pra baixo...

Nesse garimpo tive ótimas surpresas como o livro Casos de Amor de Marisa Raja Gabaglia e Uma Vida de Guy de Maupassant (ambos comentados aqui no blog). Também "Ainda lembro" de Jean Wyllys que pretendo comentar sobre ele futuramente.
Já presenteei amigos com livros retirados dessas máquinas salvadoras! E assim como Netto (fundador da campanha), eu realmente espero e desejo que as pessoas estejam lendo mais e melhor.
Espero que todos nós possamos desfrutar dessa praticidade por longos anos e que se for para substituir as máquinas algum dia, que seja por outras ideias ainda melhores e que envolvam, é claro, livros.

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17 agosto 2014

Tag: Confissões de uma Bibliófila

Oi gente! Primeiramente peço desculpas pelo sumiço aqui no blog, mas estes dias estão meio corridos e não tive muito tempo para escrever nada. Eu terminei algumas leituras, comprei e ganhei livros, então pretendo falar sobre eles mais pra frente, ok?

Sei que tem gente que não gosta de tags em blogs como a Val comentou numa tag por aqui, mas também sei que tem gente que adora tags, então vamos lá...
A querida Claire Scorzi respondeu essa tag em seu vlog, e gostei tanto que quis responder também. As perguntas foram traduzidas pela vlogueira Denise.



1- Qual gênero de literatura que você se mantém longe?
Sem dúvida, autoajuda (e acredito que isso inclui os religiosos e esotéricos). Não tenho muita paciência para esse tipo de literatura. Concordo com o que a Claire disse: são todos a mesma coisa.

2- Qual livro que você tem na estante e tem vergonha de não ter lido?
LivroS. É um absurdo que ainda não tenha lido 2 escritores considerados a frente de seu tempo, com ideias futuristas e distópicas: George Orwell e Isaac Asimov.


3- Qual é o seu pior hábito quanto leitora?
Estipular metas de leitura que não consigo cumprir. Sempre quebro as metas lendo livros que não estão na lista e comprando mais livros ainda... É só ver essa bagunça >> aqui. (rs)

4- Você costuma ler a sinopse antes de ler o livro?
Sim. Leio sinopse, orelha, capa e contracapa, resenhas e etc. Quando o livro é uma indicação (e de alguém confiável - rs) eu seguro as pontas e compro de olhos fechados, mas fora isso... não!

5- Qual o livro mais caro da sua estante?
É um dicionário (rs). Considerado um dos melhores dicionários de inglês e recomendado por alguns professores e tradutores: Oxford Advanced Learner's.
O preço foi bemmmmm salgado, mas valeu o investimento ;)


6- Você compra livros usados em sebos?
Compro sim, principalmente quando estou apertada financeiramente. Costumo ir a um sebo no meu bairro que os donos já me conhecem de muitos anos, daí eu ganho até uns descontos bacanas. (rs).

7- Qual a sua livraria física favorita?
Até agora a Livraria Cultura da Paulista no Conjunto Nacional. Infelizmente (ou felizmente?) sempre muito cheia, mas com mais opções de livros, inclusive livros em inglês.

8- Qual sua livraria online favorita?
Não tenho uma favorita. Compro onde for mais barato e tiver promoções legais, mas as que eu sempre compro são Submarino, Americanas e as conhecidas Cultura e Saraiva.

9- Você tem um orçamento mensal para comprar livros?
Não. Preciso me organizar nesse sentido e programar para gastar determinado valor e não ficar desesperada depois fazendo promessas de não comprar mais livros durante o ano (rs).

10- Quem você "tagueia"?
Todos que gostaram do questionário e querem responder. Só me avisem, porque quero ler as respostas de vocês também!

Até mais!

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15 agosto 2014

Resultado do Concurso Cultural "Os Solteiros"

Sexta-feira e dia do solteiro, tem coisa melhor? Sim! Ganhar um livro e aproveitar a fase solta para ler muito! (rs). Vamos divulgar o resultado do concurso cultural deste mês...
Lembramos (conforme regras já descritas), que apenas as pessoas que preencheram o formulário e responderam a pergunta participaram do concurso. As inscrições foram encerradas às 20h do dia 15/08/2014.
Recebemos muitas respostas criativas e interessantes sobre as vantagens de ser solteiro, mas infelizmente só podemos sortear uma e a ganhadora do livro "Os Solteiros" da Editora Novo Conceito foi:

Janaína Araújo Dias 
Guararapes/SP


Resposta:


Parabéns Janaína! 
Entraremos em contato por e-mail para confirmar endereço de entrega. 

Agradecemos a todos que participaram! Não fiquem tristes porque ainda dá tempo de participar do sorteio do livro "Folhas de Castanheira" até o dia 24/08! 

Boa sorte!

13 agosto 2014

O doente Molière, de Rubem Fonseca



O doente Molière, publicado pela Ed. Companhia das Letras é a segunda obra que eu leio de Rubem Fonseca. E mais uma vez me encantei com sua escrita maravilhosa. O narrador é um marquês anônimo, que por ser muito amigo de Molière, tem uma relação bem sincera com o artista, e quando este lhe diz que ele não tem talento para o teatro, ele acata a decisão do amigo sem ressentimentos. Ah, deixem-me explicar uma coisa antes: o autor puxa o fio da meada para contar essa história a partir de um fato e personagem real, Molière - que no ano de 1673, algumas horas após representar uma de suas peças mais famosas [O doente imaginário] acaba falecendo em circunstâncias misteriosas... 

Voltando à narrativa de Rubem Fonseca. O marquês é a única testemunha de Molière, quando este está próximo da morte e confessa ao amigo que foi envenenado. Mas ao invés de buscar um médico que possa impedir seu amigo de morrer, ele prefere ir em busca de um padre, a fim de que ele lhe dê a extrema-unção. Mas, sentindo-se culpado por não tê-lo ajudado como podia, resolve descobrir o assassino de Molière. Os prováveis suspeitos são os indivíduos retratados nas peças de Molière, como religiosos fanáticos, mulheres de procedência duvidosa, pessoas que possuem segredos escusos e que vivem na sociedade como se fossem 'limpos', e que certamente se irritaram ao ver-se interpretados nas peças de Molière como sujeitos hipócritas na sociedade. 

Ao longo da história, dividida em quinze curtos capítulos, o leitor se aprofunda nas investigações do narrador, se depara com inúmeros personagens ao longo da trama e acaba se surpreendendo com o desfecho. Pessoas são torturadas, interrogadas, decapitadas nesse período, tão logo se descubra que o condenado assassinou alguém. O narrador se envolve com pessoas que podem ser as algozes de seu amigo, e qualquer ligação com tais indivíduos, pode ser um problema para ele... A escrita de Rubem Fonseca é fluída, te instiga a chegar à ultima página. Não pretendo me demorar a fim de não contar fatos importantes da história, mas recomendo esse livro num intervalo entre leituras mais densas... 

"constatei que nenhum homem está livre de um dia ter, não importa o motivo, a sua alma assolada por uma angústia que torna a sua existência insuportável. Entreguei-me então ao sofrimento..."

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