21 novembro 2011

Dos preconceitos

Eu tinha muito preconceito com esses livros adolescentes. Quando ganhei “Crepúsculo”, eu não fazia ideia do que se tratava e não sabia da febre aqui no Brasil. Li, achei adolescente demais, mas resolvi ler todos os livros da saga porque a curiosidade falou mais alto. O que eu achei? Péssimo: mal escrito, enredo bobo, personagens chatos e assim por diante. Mas por outro lado, li os 7 livros da saga de Harry Potter e não tenho do que reclamar. Amo cada um deles.

Recentemente li “Frenesi Polissilábico” do Nick Hornby e logo na introdução ele dizia para não criticarmos uma pessoa que lê Dan Brown. Não sabemos o que aquele livro significa para a pessoa. De repente, é o primeiro que ela lê na vida e isso é uma grande conquista. Pensei muito a respeito disso e parte do meu preconceito diminuiu. E como já discutíamos na faculdade, pelo menos ela está lendo. Junte o fraco sistema educacional do Brasil, os altos preços de livros e toda porcaria que passa na televisão, se com tudo isso a pessoa ainda ler, é uma grande conquista.

Sempre procuro blogs sobre livros e nessas pesquisas encontrei muitos jovens de 16 anos estão resenhando seus livros preferidos, fazem vídeos para falar dos mesmos, conhecem detalhes e o melhor, leem em inglês as sagas que ainda não saíram no Brasil. São livros bobos, simplórios e etc, mas estão lendo! Basta apenas um empurrão para encontrarem outros tipos de literatura.

Meu preconceito com esse tipo de leitura hoje é praticamente nulo. Ainda acho ruim, não vou recomendar para ninguém, mas também não vou criticar quem lê, a crítica será apenas para o livro. Claro, crítica feita apenas para os livros que eu li, não suporto a ideia de falar mal de algo que não conheço. Num país (mundo?) em que a leitura é algo tão rara, os Crepúsculos da vida são bem vindos.