09 dezembro 2011

Eu confesso...

Que já li livros MUITO ruins. Mais por curiosidade e pela falta de instrução, do que por simpatia pelas obras/escritores. Aliás, li estes livros quando ainda não tinha um gosto definido por determinados estilos literários, e também não sei dizer ao certo se hoje em dia tenho um estilo que eu aprecie mais, leio o que cai em minhas mãos, apesar de hoje eu estar mais seletiva e crítica, só consigo julgar uma obra após lê-a, nunca me baseio por resenhas e críticas, afinal, cada um interpreta de uma forma uma mesma história e assim determina para si o que é, e o que não é uma boa leitura.

Começo com Cláudia Tajes “A Vida Sexual da Mulher Feia”, estilo humor, e dos ruins. Mau gosto na escrita, no tema, nas piadinhas prontas e nas narrações. Me desculpe se você se identificou, mas para mim foi perca de tempo ler este livro. Por quê? Não recomendo a leitura, mas se a curiosidade vencer, verás que tudo o compõe esta horrobra é machismo, preconceito, falta de criatividade e de noção. A minha ideia de mulher “feia” é aquela que se diz feia, que não se ama, e um livro desse nível só ajuda a deteriorar mais a auto-estima e a imagem de uma mulher “fisicamente desproporcional”. Confesso que em algumas partes ri, não por achar engraçado, mas de desgosto!

Bruna Surfistinha com “O Doce Veneno do Escorpião” e “O Que Aprendi Com Bruna Surfistinha”. Preciso mesmo escrever sobre? Tantos outros fizeram por ai críticas melhor elaboradas... não gostei, e isso basta. Sequer tive o trabalho de comprar esses livros, baixei em .pdf
Primeiramente, Raquel Pacheco não é uma escritora só porque publicou alguns livros, segundo, a história que ela narra não é nada diferente das diversas que já li e ouvi sobre garotas de programa, inclusive, de algumas amigas. Terceiro e último, ela não inovou em nada, e seus livros só tiveram repercussão na época porque a mídia fez o seu trabalho, queriam "meter o pau" - me perdoem o trocadilho escroto - em qualquer coisa, e na época ela buscava ganhar dinheiro e popularidade expondo-se dessa forma. Se eu fosse me expor, eu conseguiria fazer algo melhor. Confesso que esperava mais.


Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho e “Violetas na Janela”. Li quando era adolescente por indicação da minha mãe que é espirita cardecista, livros espiritas sempre passaram longe do meu gosto, e até mesmo naquela época (o li quando tinha 12 anos) achei uma literatura fraca, apelativa e pretensiosa. Minha crítica não é contra o espiritismo em si, mas contra esses charlatões que “psicografam” usando o nome de terceiros. Confesso que gostei da protagonista Patrícia, mas não encontrei credibilidade em "sua" narrativa.


E vocês, têm lá seus livros que, por vergonha, estão escondidos na sua estante?