15 janeiro 2012

Os 5 melhores livros lidos em 2011, por Eni

Minha ideia inicial era fazer uma retrospectiva dos livros que li em 2011 e publicar a resenha de cada um, mas não foram muitos, aliás, 2011 foi o ano que menos li livros, estive envolvida em tantas outras tarefas e atividades que a leitura ficou em segundo plano, infelizmente, coisa que não acontecerá em 2012, assim espero.
Deixo aqui a minha visão e minha opinião pessoal sobre eles, as resenhas você poderá encontrar Google afora.

5- Os Subterrâneos – Jack Kerouac

Comecei lendo-o com muita expectativa. Acho que eu ainda estava naquele pensamento de que “o Kerouac é muito bom!” após ler o “On The Road” que cai de cabeça no inicio da leitura. Passadas as primeiras dezenas de páginas fui perdendo o ritmo, logo de cara não consegui acompanhar e o restante da leitura foi arrastada, confesso. Me senti obrigada a lê-lo. Meu encanto por Kerouac se quebrou. Ainda adoro On the Road, mas do escritor... Prometi a mim mesma relê-lo um dia para mudar este pensamento e voltar a me apaixonar por esse ritmo frenético tão peculiar dele.

4- Os 25 Melhores Poemas de Charles Bukowski

Ganhei esse presente lindo da amiga secreta Patrícia, era um dos livros indispensáveis à minha “coleção" de Bukowski. Ainda faltam alguns, é verdade, mas este livro em especial eu não podia deixar de tê-lo. Jorge Wanderley reuniu e traduziu os poemas que, considero eu, são realmente os melhores. Com os poemas originais e a tradução deles ao lado, é uma obra simples, mas completa e essencial para os amantes de Buk e apreciadores de leitura bêbada. Sem contar que a capa é linda!

3- Contato – Carl Sagan

Levei mais de 4 meses para terminar esse livro! É sci-fi, romance, uma leitura totalmente diferente da que eu estou habituada, mas leio o que caio em minhas mãos, isso é sabido, e desta vez resolvi dar uma chance à ele. Entre o início e o fim dele eu li mais 2 livros. Tenho ele (que não é meu, é do meu digníssimo) na minha estante à 5 anos e não tinha tido a curiosidade de folheá-lo até então. Esperava algo mais parecido com o filme, estrelado pela Jodie Foster, mas não, o filme na verdade é uma adaptação do livro, cheio de mudanças na história. Eu gostei mais do livro, que do filme. O final dele é estranhamente melhor.

2- Eles Eram Muitos Cavalos – Luiz Ruffato

Indicado pela Michelle para ser o primeiro livro à entrar em debate no nosso clube, eu sabia que a coisa era boa, mas juro que me surpreendi ainda mais! Não lembro exatamente quanto tempo levei para lê-lo inteiro, mas foram poucos dias. Fiquei prendida, envolvida, absorvida pela leitura e o devorei. Reli algumas partes depois, e sempre que lembro dele ou o vejo na estante, abro-o para cair em algum conto e reviver as sensações. Eu já disse aqui e repito, é um livro para ser sentido!

1- A Guerra dos Tronos – George R. R. Martin

Estou apaixonada pela escrita de George R. R. Martin, não posso negar. Me sinto as vezes um desses fãs inveterados de As Crônicas de Gelo e Fogo que surgiram recentemente. Gosto de como ele narra, descreve os fatos, utiliza as palavras, cria as frases, direciona o nosso pensamento aos ambientes e molda todo o enredo. Sua criatividade é extraordinária. Nunca tinha lido um livro tão grande em tão pouco tempo. Claro que cheguei até ele depois ter visto o seriado da HBO, assim como a grande maioria, e sobre o seriado de tv, isso é papo para mais de um post. Adoro a temática dessa série, estou no Livro Dois “A Fúria dos Reis” e pretendo terminá-lo muito em breve. Os 3 primeiro livros terão aqui ainda um post muito especial. Para mim, que adoro jogar xadrez, esse livro é isso “a game of throne”!

Além destes também li “Ronda Grotesca” do Aldous Huxley, uma edição de 1948, com as páginas puídas, amareladas e com uma tipografia de encher os olhos de lágrimas dos amantes de livros antigos, porém, não encontrei o mesmo Huxley de “Admirável Mundo Novo” ou “As Portas da Percepção”, e não consegui me adaptar à leitura dele com devida atenção.
“Agora é Que São Elas” de Paulo Leminski, li em .pdf e gostei bastante, não conhecia Leminski e foi um bom primeiro contato.
“Geração Beat”
do Kerouac foi uma má experiência, do gênero teatro, me perdia constantemente nos diálogos, e de tanto voltar as páginas perdi o encanto e o ritmo, a ponto de os meus olhos só passarem pela leitura sem muita absorção.

Os motivos pelos quais "gostei" e "não gostei" destes livros é muito pessoal, mas ainda escreverei algo mais abrangente sobre cada um deles. Todo livro lido faz algum sentido para mim após eu lê-lo, mas passado um tempo eu passo a lembrar mais da sensação que a leitura me trouxe do que a própria história em si. Alguns livros deixam marcas eternas em mim, outros são momentâneas, na "empolgação" do momento passo a admirar, mas não são todos os eternos. Atualmente, além do "A Fúria dos Reis" estou lendo "Medo e Delírio em Las Vegas" de Hunter S. Thompson, e já nas 20 páginas restantes para finalizá-lo adianto: um livro devorável! Na terça-feira falo sobre ele.

Até mais.