20 fevereiro 2012

O Repouso do Guerreiro

Há 5 anos atrás eu estava em um sebo em busca de algo que eu não sabia o quê exatamente.
Acredito que os livros surgem em nossas mãos quando precisamos deles de alguma maneira e foi assim que “O Repouso do Guerreiro” de Christiane Rochefort veio parar em minhas mãos.
A personagem Geniviève salva um alcoólatra (Renaud) do suicídio e a partir daí, envolve-se em uma paixão devoradora tanto física quanto moral.
Ao decorrer da leitura deparei-me com a decadência de uma mulher que faz tudo por amor e de como ela descreve sua relação emocional e sexual com Renaud.
Até que ponto nos perdemos em nome de uma paixão? E afinal qual é a tênue divisão entre moral, obsessão, dignidade e prazer?
Então mergulhei na ebriedade de Geniviève.  Esse livro que foi marcante para mim naquela época, e esses dias enquanto arrumava minha estante, lembrei-me dele e resolvi escrever aqui.
Publicado em 1958, traduzido e editado pela Editora Abril aqui no Brasil.

“Quase tenho medo dele: não pensará em me perder? Para onde me arrasto? Eis que meu cérebro começa a abrigar noções irracionais de pecado, de queda, de vício, de perdição.”