30 abril 2012

Zona Morta de Stephen King

Sinopse:

Jonny Smith é um simplório professor secundário, acorda de um coma de cinco anos aparentemente sem sequelas, a não ser por uma área de seu cérebro danificada, que o impede de reconhecer certos objetos. Os médicos dão a essa área o nome de zona morta.
Mas a zona morta abriga muito mais do que memórias esquecidas. Por conta dela, Johnny desenvolve o poder de prever o futuro e conhecer segredos íntimos das pessoas. Isso támbem é sua condenação - nela cresce um tumor que rapidamente suga suas energias.

Ganhei o livro de um amigo, uma versão bem antiga (essa da capa) e com aquele cheiro característico. Ele disse que não tinha a mínima chance de ler, por causa da rinite. E eu ligo pra rinite? Entre uma virada de página e outra, era chuva de espirros! Mas aguentei até o fim, hahaha.

A história de John Smith (nome tão comum que até o próprio autor brinca com isso, nas páginas finais) é interessantíssima. Publicada em 1979, retrata vários pontos da vida política e cultural dos Estados Unidos, que lidos agora parecem brincadeira. Quando Johnny acorda do coma depois de quase 5 anos e seu médico fala das invenções tecnológicas, como o telefone em que se disca o número e a outra pessoa atende, sem telefonista, e o vídeo cassete, é inevitável comparar com essa época em que a gente aluga filme pelo controle remoto.

O livro é longo, e contado em duas partes simultâneas: a recuperação de John e descoberta de suas habilidades telecinéticas, e a mudança de Greg Stillson de vendedor de bíblias (e matador de cachorros!) a deputado estadual. A trama em si tem poucos personagens, muito bem ambientados e carismáticos, as coisas acontecem para John e eu pensava em como o pobrezinho era azarado.

No fim das contas, John tem uma visão de futuro assustadora, e enquanto um tumor em seu cérebro vai cada dia mais debilitando-o, ele precisa decidir o que pode fazer para evitar a tragédia de níveis internacionais. Apesar de ser paranormal, de prever o futuro, ele será capaz de modificá-lo?

Stephen King nos saúda não só com bom entretenimento. O livro não é despretensioso. Ele atiça nossas percepções sobre realidade, fantasia, tudo o que acreditamos. A existência do destino e a impotência humana de desviar-se dele. E, entrelinhas, o papel de Deus como Master of Puppets

:)