25 agosto 2012

Questionário Literário número 7.000


Questionários são uma ótima oportunidade para deixar que outras pessoas conheçam um pouco mais dos seus gostos e pensamentos (a Eni registrou a ideia direitinho no último questionário que ela respondeu). Sem mais delongas, mais um pingue-pongue que respondo com muito gosto:

1 - Quatro autores que lerei e relerei

Fácil, fácil. Eles são:

Jane Austen

Impossível não se encantar com a arguta percepção da realidade que essa inglesa expressou em seus romances. Conhecedora do comportamento provinciano e fútil da aristocracia rural inglesa, Jane soube dizer muito bem para que veio ao mundo.  

Emily Dickinson

Poetisa forte, cheia de personalidade, sibilos etéreos e mistérios. :) Recomendo enfaticamente.

Machado de Assis

O maior escritor brasileiro de todos os tempos. Textos universais, marcantes e inovadores, perpassando séculos e gerações. Nem sei como começar a mencioná-lo dignamente... Machado é Machado.

Daniel Piza

Que saudades dos textos, artigos, percepções, observações... Literatura é imortalidade, minha gente. Nunca esqueçam disso. Ela é uma das formas de manter o Daniel vivo para a eternidade (além, claro, do amor e lembranças da família: a esposa Renata, os filhos Letícia, Clara e Bernardo). :)

2 - Quatro autores que não comprarei ou tomarei mais emprestado

Paulo Coelho

Li alguns livros desse autor, a saber Brida, O Alquimista, O Diário de um Mago, Veronika Decide Morrer e O Demônio e a Srta. Prym. Chance eu já dei demais, não é? Não rolou. Nem ontem, nem hoje e como não posso afirmar "nem nunca", prefiro pontuar por aqui.

Luiz Ruffato

Tenho muito respeito pelo escritor mineiro que conseguiu descrever São Paulo tão bem - além de ser altamente bem cotado pelas amigas do Dose. Mas, particularmente, não é lá o tipo de leitura que tenha alterado os meus sentidos ou, pelo menos, me causado empatia (o mínimo, não é?). Mas ele (Ruffato) estará melhor sem mim. rs.

Meg Cabot 

Sonífero.

Augusto Cury

Sonífero + 500 gramas de repetição + textos risíveis.

3 - Os quatro livros da minha infância

Contos de Hans Christian Andersen

Não tem como passar despercebido, não é? Mencionei anteriormente como contos do nível de "Os Cisnes Selvagens" e "O Companheiro de Viagem" mexeram comigo - e ainda mexem.

Pretinha, Eu?

Ainda hoje tenho o meu exemplar, já meio amarelinho e com as páginas borradas pelo tempo. Um paradidático genial para lidar e aniquilar com o preconceito, esse câncer que precisa ser extirpado de uma vez por todas do convívio social.

Mariana

Sempre fui fã das histórias do escritor Pedro Bandeira. Rolou um sentimento muito forte de identificação entre a Mara (leitora) e a Mariana (personagem), justamente por esta última ser uma garota em busca de um grande amor, escondido atrás de uma grande amizade. 

O Mistério do Cinco Estrelas  e Um Rosto no Computador

Ambos são romances juvenis do autor Marcos Rey. Mistério, morte e muita coragem de adolescentes que são muito mais do que adolescentes. :)

Via Iwantmybearsuit


4 - Quatro livros que levaria para uma ilha deserta

O lobo da estepe - Hermann Hesse

Orgulho e Preconceito - Jane Austen

O Morro dos Ventos Uivantes - Emily Bronte

Dom Casmurro - Machado de Assis

5 - As quatro últimas frases do meu livro favorito

Vou ficar com as últimas frases do conto "O diabo", do velho e bom Leon Tolstói, já que li há alguns meses e fiquei bastante envolvida:

"E, de fato, se Evguêni Irtênev era doente mental, então todas as pessoas são também doentes mentais; porém, mais doentes ainda são, sem dúvida, aqueles que veem nos outros sinais de loucura que não veem em si mesmos". 

E você? O que responderia? Conta aí, vai?!