25 setembro 2012

Montanhas de livros (não é o que vocês estão pensando)

Quando nós pensamos no termo "montanhas de livros", geralmente, o que vem na nossa cabeça é a seguinte imagem:



Mas esse homem vê montanha de livros como uma coisa completamente diferente. Apresento-lhes Guy Laraméé, o cara que destrói livros:




O canadense Guy Laramée (55) é o que alguns chamam de artista, enquanto eu chamo de completo idiota. Ele esculpe paisagens em livros, como forma de explorar a 'erosão de culturas'.

De acordo com Laramée, "culturas emergem, se tornam obsoletas, e são substituídas por outras. Com o desaparecimento das culturas, algumas pessoas são deslocadas e destruídas. A obsessão humana por mudar as formas pelas quais acessamos a cultura é uma demonstração de "fascinação pelo conteúdo da consciência."
Sinceramente, alguém consegue entender o que esse cara quis dizer? Nem mesmo lendo seu "artist statement" por completo eu consegui pensar outra coisa a não ser que esse cara é apenas um destruidor de livros!




Ele pega livros como enciclopédias ou livros antigos e os esculpe, formando paisagens que a princípio são muito bonitas, mas quando separadas do contexto fotografia + iluminação, são simplesmente um monte de livros como que devorados por ratos.  E que nunca mais vão poder ser lidos por ninguém.




Ainda segundo ele, "montanhas de conhecimentos não utilizados voltam a ser o que realmente são: montanhas. Elas ficam um pouco mais erodidas e se tornam montes. Então elas se aplanam e se tornam campos onde, aparentemente, nada está acontecendo", tenta explicar.

Pra mim, ele pode escrever uma enciclopédia inteira, mas não vai me convencer a considerar arte a ação de destruir o livro, independente de qual seja! É uma atrocidade o que ele faz, destruindo por completo livros lindos como esse ao lado, para provar seu ponto de vista. Vejam aqui quantos livros esse cara destruiu.

Em um dos vários comentários que li a respeito da "arte" de Guy, uma me chamou a atenção e é com ela que termino (indignada, vejam só) este post:







Falar de erosão da cultura e fazer isso com um livro é o mesmo que falar de paz e invadir um país.
E vocês, o que acham da arte do carinha aí?