(PREPAREM A FOGUEIRA!) Saga Crepúsculo: Amanhecer

ALLLÔÔÔ ROMORA! Tudo bem, pessoal?

Bom, sei que isso vai surpreender algumas pessoas, mas eu queria confessar que, na verdade, gosto desse livro da saga e que esse post será, ao contrário do post sobre Cinquenta Tons de Cinza, positivo!

...

Brincadeirinha! Até parece! Nem se eu estivesse muito bêbada eu faria um post positivo sobre qualquer livro/filme dessa saga. Dito isso, vamos ao que interessa!

Muito já foi dito sobre Crepúsculo, e a maior parte desse muito é ruim, o que me conforta. Entretanto, pouco foi falado sobre os outros livros, que são piores do que o primeiro, obviamente. Como o último filme está saindo do forno, resolvi falar um pouquinho dele. Eu juro que não queria torturar vocês, mas todos pediram que eu queimasse mais livros nos meus posts, então continuarei com a minha Inquisição Literária.

Amanhecer, o quarto e último (ALELUIA!) livro da saga Crepúsculo, é para Meyer como um final feliz da Disney. Para Meyer, claro, porque o final feliz de qualquer pessoa sã não envolve um bebê mutante meio vampiro, meio humano, um marido fada, transmorfos (ELES NÃO SÃO LOBISOMENS!) e uma Dakota Fanning muito metidinha para o meu gosto.

(“Meu sonho era casar com a Sininho!”)

Bem, Bella Cullen estava em sua empolgante lua de mel na Ilha Esme (que não existe) no RJ, e, como havia passado 18 anos sem pegar ninguém, e o desespero era tanto que ela casou com um vampiro meio fada, ela vive implorando por sexo (chega até a chorar no filme). Nosso querido Edward nega seu pedido, pois acha que vai matá-la no meio do ato. Paciência, gafanhoto!

(Acima: empolgante lua de mel)

Porém, o cara não é de ferro (é de pó de pirilimpimpim), não consegue resistir por muito tempo, e acaba dormindo com a sua mulher. No mundo imaginário e doentio de Stephenie Meyer, vampiros conseguem engravidar suas esposas humanas. Eu não pretendo entrar no quesito biológico da coisa, já que nem a própria autora conseguiu explicar.

A partir do momento em que Bella encosta na barriga reta e magicamente descobre que está grávida, tudo vai de mal a pior para nossa protagonista. A empregada doméstica brasileira e índia chamada Kaure (!) sabe que Edward é um vampiro, já que na tribo dela existiam contos folclóricos sobre vampiros (como em todas as tribos brasileiras do RJ, né gente?), e faz questão de brigar com o jovem de 102 anos, anunciando para todos o triste destino de Bella, caso ela queira ter o rebento: a morte!

(Quem nunca teve uma empregada doméstica índia no RJ chamada Kaure? E só para melhorar, a atriz que interpretou essa mulher é, na verdade, colombiana!)

Bella não queria nem casar para começo de conversa, nunca quis ter filhos e, de repente, se viu em um país estranho, grávida de um bebê mutante. Quando ela volta para Forks e todos insistem que ela aborte a criança, já que lá aborto é legal, ela concorda, certo? Errado!

Vejam, crianças, querida Stephenie é mórmon. Aborto vai contra os princípios da tia, mesmo que salve vidas. A lição de todos esses livros é: se quiser transar, case, e se engravidar, tenha a criança.

Daí para frente os pombinhos recém-casados começam a brigar, pois o bebê consome tanto da mãe que ela está morrendo. Todavia, como ninguém vai arrancar o bebê da barriga da Bella à força, todos fazem o que podem para mantê-la viva. Almofadas confortáveis, sofá de algum designer famoso, TV, livros, filmes, tudo é providenciado. Esperem, esqueci algo...ah, é! Sangue. O feto quer sangue. O que a mãe faz? Bebe sangue no canudinho, obviamente!

(Pois é, não estava brincando. E ela está linda, não? Esse look cadavérico é a última moda em Paris e Milão, não sabiam?!)

Para melhorar, é contra a "lei vampiresca" e "lobisomen...resca" ter filhos meio a meio. Ou é vampiro, ou é humano. Portanto, assim que a Renesmee nascer (e sofrer bullying por causa do nome), ela será assassinada. Pobre bebezinho sanguessuga!

Mas acalmem seus corações! O gostosão que não tem uma única camiseta no armário, Jacob Black, salva o dia! Por quê? Ah, porque ele teve um "imprint" (lê-se: se apaixonou por pura e espontânea pressão do seu instinto lobo), e descobriu que o bebê é o amor de sua vida!

(“Essa criança será a mãe de meus filhos. Teremos o nosso ninho de amor lobiresco.” Ele está olhando para a bebê nessa parte.)

Bella quase morre (ao tentar pegar o copo de sangue que caiu no chão - sério), Edward a salva, o bebê vive, para a felicidade de Jacob (ew), felizes para sempre, certo? Acabou, né? Por favor, posso parar de ler? Errado, não, e não de novo.

Os Poderosos Chefões da máfia italiana vampiresca, conhecidos como Os Volturi, descobrem o acontecido e resolvem acabar com o problema com as próprias mãos. Mas como a Alice Cullen vê o futuro (meio vampira, meio médium?), os Cullen se preparam para a reunião de família. Eles se unem aos pseudo-lobisomens, chamam uns amigos para dar uma ajuda, tem uma luta telepática (literalmente) com os Volturi, tudo se resolve, tudo brilha (literalmente), e felizes para sempre (literalmente de novo).

E é aí que você percebe o quanto esse livro de –pasmem!- SETECENTAS E CINQUENTA E SEIS (756!!!) PÁGINAS é um dos piores livros escritos na história da humanidade. Tão ruim que a Stephenie teve de inventar cenas novas para poder dividir o livro em dois filmes (copiando J.K. Rowling), e fazer pelo menos um desses dois filmes ficar relativamente interessante.

Todas as lutas que aparecem no trailer, as viagens que eles fazem até onde Judas perdeu as meias, as pessoas que eles conhecem, nada disso existe no livro. Ou seja, a única parte remotamente legal da saga INTEIRA não existe na obra original.

(Sabe outra coisa que não existe na saga? Um maquiador que preste! Acho que o seu olho não está saltando o bastante! Contorna mais!)

E quesitos técnicos então? Em inglês, os livros são um lixo (sim, eu li todos). As primeiras edições são recheadas de erros gramaticais ridículos, a linguagem é simples, o vocabulário é pobre, o enredo é plágio descarado de Vampire Diaries e derivados; enfim, é a bolacha mais destruída do pacote, o fim da Coca-Cola que está sem gás, o apocalipse literário!

Esse foi mais um longo post da minha Inquisição Literária, espero que tenham se divertido e que a tortura não tenha sido demais. Comentem, curtam, xinguem muito no Twitter, fiquem à vontade. A casa é de vocês (só que não)! Até a próxima!

(Agora vocês sabem porque esse livro tem essa capa. O que um casal faz na lua de mel? Transa? Conversa? Passeia? Conhece o local para onde viajaram? HAHAHA, claro que não, joga xadrez, porque isso sim é lua de mel de qualidade!)

Obs.: Esse livro ganhou o prêmio de "Melhor Livro Para Crianças do Ano" (owwnn) da British Book Awards.

Por: Gaby

Comentários

  1. Você escreve melhor que a meyer! hahaha parabéns

    Agora pode xingar quem diz que isso é melhor que Harry Potter??

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  2. Sensacional hahahahahaha meu, leia livros ruins pra sempre!

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  3. O texto da gongada literária está primoroso, mas eu não tenho esse nível de masoquismo. Parei em Crepúsculo, tanto o filme quanto o livro, para nunca mais voltar. Nem por obra e graça da profissão eu retomo essa série.

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  4. Ri alto quando li a primeira vez! rsrs

    Não vi o filme e talvez nem veja, mas o livro sim.

    Esse foi o único da saga que li, ignorei completamente os 3 anteriores porque eu já conhecia a história de tanto que ouvia comentários a respeito. ¬¬ E li porque foi emprestado, jamais gastaria meus reais com esse livro.

    Juro que já li escritoras piores, então não posso considerar a Meyer como a pior delas, é aquele livro meio-termo pra mim, gostei da forma como ela consegue elucidar alguns pensamentos dos personagens e das descrições que ela faz de ambientes e lugares, não é tão ruim assim ao meu ver, mas de fato é livro pra adolescente, e eu não sendo uma adolescente há mais de 10 anos, obviamente que não gostei.

    Temos que compreender que a linguagem DEVE ser de fácil compreensão para habituar os não-leitores a leitura, e que os detalhes do enredo deve chamar a atenção para algo novo, romântico, sem pornografia, violência ou linguagem vulgar, mesmo que para isso a autora tenha que criar vampiros com glitter, rs. Mas claro, no caso de erros gramaticais é inadmissível, mas sem querer tirar a culpa da autora, nesse caso eu acho que é erro do revisor ou tradutor. Escrever livro ruim é uma coisa, mas publicar um livro ruim é pior ainda!
    Talvez minha filha leia esse livro um dia, e se ela ler espero que goste. Antes lendo um livro ruim que passar o dia inteiro no facebook. ¬¬

    Mas enfim, desculpe a chatice e análise de quem entende porra nenhuma de literatura jovem contemporânea, vou voltar aqui para os meus clássicos e ficar quieta. rsrs

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  5. O respeito é ridículamente inexistente nesse post.

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  6. sinceramente eu ja estava gostando daki ms meu deus , como vc perdeu rapido o gosto que tomei por teus post anteriores , n recomendo o teu blog pra nenhum conhecido porque , n tem respeito , e aliais , se nao gostou porque n faz um melhor soh n esqueça q muitos gostaram e ha , vc deveria pensar que apenas nao e o teu tipo de livro , tambem gosto de outros generos mas amo esta sagae nao e asua opniao sobre ela que vai mudar o que ela e

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  7. Eu não quero discutir sobre a qualidade literária da autora, primeiramente porque eu não tenho cacife para ressaltar os defeitos e as qualidades de sua narrativa, segundo porque eu já fiz minha análise pessoal (contando que eu li, além da série, seu spin-off, o guia oficial de saga e seu livro fora do universo de Crepúsculo, A Hospedeira) a partir dos meus conhecimentos em Literatura e Português, além da minhas próprias experiências como leitor, e terceiro, eu os li em português, então não posso julgar qualquer material sem utilizá-los no original. Não vou confiar em suas observações, pois houve discrepância em sua resenha, não me deixando seguro se realmente os leu ou se realmente tem algum cacife para expressar tal opinião. Ao ler sua crítica (vulgo texto de humor e entretenimento), reparei em certos erros que me incomodaram, começando com a idade do Edward. Ele não tem 102 anos. Se for analisar as datas do acontecimentos de Amanhecer e sua data de nascimento, é bem claro que ele tem entre 104 e 105 anos. Eu não sei se você se lembra mas, não havia possibilidades deles saberem como os vampiros da série podem engravidar as mulheres humanas porque, até o momento, essa fato era desconhecido PARA A GRANDE MASSA, e ainda assim a Stephenie Meyer explica o motivo no guia, então há "verossímilhança". E encaixando no que eu disse, se não há conhecimento de crianças híbridas , não há como haver "leis vampirescas" ou "lobisomem-rescas" para isso, porém o desconhecido pode se tornar ameaça se não estudada ou eliminada. E é por isso que os lobos queriam eliminar a Renesmee. Já os Volturi queriam eliminá-la porque eles acreditavam que ela era uma Criança Imortal (aí sim entra a tal lei vampiresca) com base nos pensamentos da personagem Irina. Mas voltando à gravidez da Bella. Se você estivesse esperando um filho, teria coragem de o abortar? Acho que não. E independente da criatura que fosse a que ela estivesse carregando, ela ainda o considerava como filho, mesmo que este a matasse. Usar referências dos filmes para julgar o livro é bem estúpido de sua parte, lembrando que são adaptações cinematográficas de tal obra, não interagindo na estória narrada e nem na qualidade literária. E se você quiser realmente alegar que a Stephenie Meyer plagiou a J.K. Rowling em dividir o último livro em dois filmes (isso porque, ambas as autoras não tiveram qualquer influencia nesta decisão dos produtores dos filmes), terá que alegar também que tanto a Suzanne Collins como o falecido J.R.R. Tolkien, e até mesmo George R.R. Martina, compiaram-na também, por dividir seus livros e adicionarem cenas aleatórias, os quais não estão no livro. Se você leu muitos livros diversos, como foi dito, sabe que esse livro está tão longe de ser "um dos piores livros da humanidade" tanto como um dos dos melhores. Eu não estou dizendo que não pode expressar suas impressões sobre a obra, mas que o faça de modo coerente, e que caso queira utilizar humor, largue essa postura de pseudo-intelectual e tenha respeito por quem gosta e admira a série, independente da sua opinião. E não estou falando apenas de Crepúsculo, mas de todas que já apareceram aqui e as que vão aparecer. Acho que em um país onde exista liberdade de expressão e opinião, respeito é crucial.
    (Obs.: A capa faz uma alegoria ao desenvolvimento da protagonista durante a trama, e não uma referência ao filme adaptado que viria anos depois de sua publicação)

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    Respostas
    1. independente de seu post com relação a saga crepúsculo [que eu odeio, junto com harry podre], esse lance de "terá que alegar também que tanto a Suzanne Collins como o falecido J.R.R. Tolkien, e até mesmo George R.R. Martina, compiaram-na também, por dividir seus livros e adicionarem cenas aleatórias, os quais não estão no livro."

      COMO, se Tolkien morreu décadas atrás de lançarem os filmes de Senhor dos anéis O.o' [falo com relação a Tolkien, não me interessa os demais que vc citou]


      enfim...

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