17 setembro 2012

(PREPAREM A FOGUEIRA!) Saga Crepúsculo: Amanhecer

ALLLÔÔÔ ROMORA! Tudo bem, pessoal?

Bom, sei que isso vai surpreender algumas pessoas, mas eu queria confessar que, na verdade, gosto desse livro da saga e que esse post será, ao contrário do post sobre Cinquenta Tons de Cinza, positivo!

...

Brincadeirinha! Até parece! Nem se eu estivesse muito bêbada eu faria um post positivo sobre qualquer livro/filme dessa saga. Dito isso, vamos ao que interessa!

Muito já foi dito sobre Crepúsculo, e a maior parte desse muito é ruim, o que me conforta. Entretanto, pouco foi falado sobre os outros livros, que são piores do que o primeiro, obviamente. Como o último filme está saindo do forno, resolvi falar um pouquinho dele. Eu juro que não queria torturar vocês, mas todos pediram que eu queimasse mais livros nos meus posts, então continuarei com a minha Inquisição Literária.

Amanhecer, o quarto e último (ALELUIA!) livro da saga Crepúsculo, é para Meyer como um final feliz da Disney. Para Meyer, claro, porque o final feliz de qualquer pessoa sã não envolve um bebê mutante meio vampiro, meio humano, um marido fada, transmorfos (ELES NÃO SÃO LOBISOMENS!) e uma Dakota Fanning muito metidinha para o meu gosto.

(“Meu sonho era casar com a Sininho!”)

Bem, Bella Cullen estava em sua empolgante lua de mel na Ilha Esme (que não existe) no RJ, e, como havia passado 18 anos sem pegar ninguém, e o desespero era tanto que ela casou com um vampiro meio fada, ela vive implorando por sexo (chega até a chorar no filme). Nosso querido Edward nega seu pedido, pois acha que vai matá-la no meio do ato. Paciência, gafanhoto!

(Acima: empolgante lua de mel)

Porém, o cara não é de ferro (é de pó de pirilimpimpim), não consegue resistir por muito tempo, e acaba dormindo com a sua mulher. No mundo imaginário e doentio de Stephenie Meyer, vampiros conseguem engravidar suas esposas humanas. Eu não pretendo entrar no quesito biológico da coisa, já que nem a própria autora conseguiu explicar.

A partir do momento em que Bella encosta na barriga reta e magicamente descobre que está grávida, tudo vai de mal a pior para nossa protagonista. A empregada doméstica brasileira e índia chamada Kaure (!) sabe que Edward é um vampiro, já que na tribo dela existiam contos folclóricos sobre vampiros (como em todas as tribos brasileiras do RJ, né gente?), e faz questão de brigar com o jovem de 102 anos, anunciando para todos o triste destino de Bella, caso ela queira ter o rebento: a morte!

(Quem nunca teve uma empregada doméstica índia no RJ chamada Kaure? E só para melhorar, a atriz que interpretou essa mulher é, na verdade, colombiana!)

Bella não queria nem casar para começo de conversa, nunca quis ter filhos e, de repente, se viu em um país estranho, grávida de um bebê mutante. Quando ela volta para Forks e todos insistem que ela aborte a criança, já que lá aborto é legal, ela concorda, certo? Errado!

Vejam, crianças, querida Stephenie é mórmon. Aborto vai contra os princípios da tia, mesmo que salve vidas. A lição de todos esses livros é: se quiser transar, case, e se engravidar, tenha a criança.

Daí para frente os pombinhos recém-casados começam a brigar, pois o bebê consome tanto da mãe que ela está morrendo. Todavia, como ninguém vai arrancar o bebê da barriga da Bella à força, todos fazem o que podem para mantê-la viva. Almofadas confortáveis, sofá de algum designer famoso, TV, livros, filmes, tudo é providenciado. Esperem, esqueci algo...ah, é! Sangue. O feto quer sangue. O que a mãe faz? Bebe sangue no canudinho, obviamente!

(Pois é, não estava brincando. E ela está linda, não? Esse look cadavérico é a última moda em Paris e Milão, não sabiam?!)

Para melhorar, é contra a "lei vampiresca" e "lobisomen...resca" ter filhos meio a meio. Ou é vampiro, ou é humano. Portanto, assim que a Renesmee nascer (e sofrer bullying por causa do nome), ela será assassinada. Pobre bebezinho sanguessuga!

Mas acalmem seus corações! O gostosão que não tem uma única camiseta no armário, Jacob Black, salva o dia! Por quê? Ah, porque ele teve um "imprint" (lê-se: se apaixonou por pura e espontânea pressão do seu instinto lobo), e descobriu que o bebê é o amor de sua vida!

(“Essa criança será a mãe de meus filhos. Teremos o nosso ninho de amor lobiresco.” Ele está olhando para a bebê nessa parte.)

Bella quase morre (ao tentar pegar o copo de sangue que caiu no chão - sério), Edward a salva, o bebê vive, para a felicidade de Jacob (ew), felizes para sempre, certo? Acabou, né? Por favor, posso parar de ler? Errado, não, e não de novo.

Os Poderosos Chefões da máfia italiana vampiresca, conhecidos como Os Volturi, descobrem o acontecido e resolvem acabar com o problema com as próprias mãos. Mas como a Alice Cullen vê o futuro (meio vampira, meio médium?), os Cullen se preparam para a reunião de família. Eles se unem aos pseudo-lobisomens, chamam uns amigos para dar uma ajuda, tem uma luta telepática (literalmente) com os Volturi, tudo se resolve, tudo brilha (literalmente), e felizes para sempre (literalmente de novo).

E é aí que você percebe o quanto esse livro de –pasmem!- SETECENTAS E CINQUENTA E SEIS (756!!!) PÁGINAS é um dos piores livros escritos na história da humanidade. Tão ruim que a Stephenie teve de inventar cenas novas para poder dividir o livro em dois filmes (copiando J.K. Rowling), e fazer pelo menos um desses dois filmes ficar relativamente interessante.

Todas as lutas que aparecem no trailer, as viagens que eles fazem até onde Judas perdeu as meias, as pessoas que eles conhecem, nada disso existe no livro. Ou seja, a única parte remotamente legal da saga INTEIRA não existe na obra original.

(Sabe outra coisa que não existe na saga? Um maquiador que preste! Acho que o seu olho não está saltando o bastante! Contorna mais!)

E quesitos técnicos então? Em inglês, os livros são um lixo (sim, eu li todos). As primeiras edições são recheadas de erros gramaticais ridículos, a linguagem é simples, o vocabulário é pobre, o enredo é plágio descarado de Vampire Diaries e derivados; enfim, é a bolacha mais destruída do pacote, o fim da Coca-Cola que está sem gás, o apocalipse literário!

Esse foi mais um longo post da minha Inquisição Literária, espero que tenham se divertido e que a tortura não tenha sido demais. Comentem, curtam, xinguem muito no Twitter, fiquem à vontade. A casa é de vocês (só que não)! Até a próxima!

(Agora vocês sabem porque esse livro tem essa capa. O que um casal faz na lua de mel? Transa? Conversa? Passeia? Conhece o local para onde viajaram? HAHAHA, claro que não, joga xadrez, porque isso sim é lua de mel de qualidade!)

Obs.: Esse livro ganhou o prêmio de "Melhor Livro Para Crianças do Ano" (owwnn) da British Book Awards.

Por: Gaby