12 novembro 2012

Manias estranhas de escritores famosos!

É claro que todo escritor tem sua mania, afinal, também são humanos, e ser tão observador da sociedade a sua volta e escrever tanto sobre ela deve mexer um pouco com os parafusos de qualquer escritor que se preze! Começaremos com o incrível (e bêbado),

Ernest Hemingway
Espelho, espelho meu, tem escritor mais fenomenal do que eu?
Esse autor tem várias manias estranhas, mas vou me limitar a falar de uma só, relacionada ao local em que gostava de escrever. Uma sala de estudos? Não. Um escritório? Também não! Apesar de ter construído uma sala de estudos especial - uma torre quadrada (vai entender), ele passava a maior parte escrevendo no seu quarto.

Metade do cômodo era ocupado pela sua mesa, mas não se enganem, ele não a usava para nada! Sua máquina de escrever ficava, na verdade, em cima de uma de suas estantes de livros, e ele chamava essa estante de "mesa de trabalho". E antes de você pensar que ele passava o dia todo digitando, não se engane novamente (!), ele usava uma média de sete lápis em um dia de trabalho (porque braço e punho que não dói é coisa de gente fraca, o negócio aqui é escrever até o braço cair! YEAH).

Vladimir Nabokov
Hmm, esses relacionamentos entre adultos estão tão fora de moda. Vou inovar! Deixe-me ver, era uma vez uma menina chamada Lolita...

Oras, certamente não deve ter uma mania mais estranha do que ter uma sala de estudo/escritório e não usá-la, não somente isso, ter uma máquina de escrever e não usá-la, certo? Errado! Vlad (para os íntimos) gostava mesmo é de escrever em fichas. 

A maior parte de seus romances foi escrita em papéis como esses acima, depois ele os unia com clipes e guardava em caixas pequenas. Em 1967 Vlad deu uma entrevista para Herbert Gold, da revista literária Paris Review, e disse "Meus horários são flexíveis, mas eu sou um tanto quanto peculiar quanto a minha escolha de instrumentos: fichas de papel Bristol e lápis, não muito duros, muito bem afiados, com a borracha em cima".

William Faulkner
Dedos da mão, para que usá-los?
Bem, mais estranho do que não usar a máquina de escrever e escrever em fichas de papel é não usar suas mãos para digitar e nem para escrever. Veja só, Faulkner queria inovar mesmo, levar sua criatividade a novos níveis. 

E é por isso que ele digitava com os dedos do pé. 

Isso mesmo que você leu. Essa coisa de digitar com os dedos da mão era muito comum para Faulkner, e para ajudá-lo a entrar no clima da inversão, ele também gostava de calçar seus sapatos nas mãos enquanto escrevia seus famosos romances! Olha que legal! Vou tentar fazer isso agora:

ewfi4gUWB 8y39fja2qhi...

Não deu certo. Bem, não sou nenhuma Faulkner também, não é?

Franz Kafka
Terminei O Processo! Bateu uma fome agora...
Franz, meu querido Franz, você é dos meus! Kafka adorava bolo de abacaxi. De todos os doces do planeta, bolo de abacaxi era o melhor para ele. Então, o que o nosso talentosíssimo autor fazia ao terminar uma de suas histórias? Comia um bolo inteiro, claro!


Não é o maior bolo de todos, mas vai quebrar o galho, né? E eu tive tanto trabalho para escrever "A Metamorfose" viu! Ter que me contentar com esse bolinho de nada, tsc, tsc.


Pois é, e se vocês acham que ele era generoso e dividia seu bolo com alguém, se não um pedaço, pelo menos uma mordida, vocês estão errados! Seguindo a filosofia do personagem Joey Tribiani, do seriado Friends, ele não não dava um mísero pedaço para ninguém! FRANZ DOESN'T SHARE FOOD!

Bem, pessoal, por hoje é só! Espero que tenham gostado! Comentem, me xinguem, me mandem um bolo, como quiserem, mas, por favor, deixem uma palavrinha para mim nos comentários! :)

Por: Gaby