13 dezembro 2012

Do terror infanto-juvenil ao young-adult atual

Sete faces do terror

Contos; infanto-juvenil
127 páginas
Prefaciado pela escritora e redatora Marcia Kupstas que dirigiu este projeto para a Coleção Veredas da Editora Moderna, este livro é constituído por 7 contos, e cada um deles escrito por autores diferentes. Os temas tratados são dos mais conhecidos e temidos personagens de terror como o Fantasma, o Vampiro, a Bruxa, a Múmia, o Frankenstein, o Lobisomen e o Morto-Vivo.

Destinado ao público infanto-juvenil, este livro aliás, foi um presente da tia Patrícia à Mônica, minha filha de 10 anos, e eu o tirei da estante sem pretensão nenhuma, gosto de saber o que minha filha lê, dei uma folheada na primeira página, li o primeiro conto, e quando dei por mim já havia passado da metade do livro, leitura muitíssimo agradável, de deitar no sofá e passar a tarde lendo.

O interessante do livro não são somente os contos de terror em si, que apesar de não serem completamente apavorantes, dão aquele leve arrepio na nuca, mas a introdução à cada conto, em que resumidamente explica um pouco da origem do monstro principal da história, além de fazer referências à literatura e cinema clássicos para quem curte livros e filmes de terror, que no final da obra são listados:


Para ler (título e autor):
A outra volta do parafuso, Henry James
A Fantasma de Canterville, Oscar Wilde
Drácula, Bram Stoker
O coronel e o lobisomem, José Cândido de Carvalho
Frankenstein, Mary Shelley
O cemitério maldito, Stephen King
O jogo da perdição, Clive Barker
Dona flor e seus dois maridos, Jorge Amado
João Simões continua, Orígenes Lessa
Incidente em Antares, Érico Veríssimo

Para assistir (título, diretor, ano de produção):
Além da eternidade, Steven Spielberg, 1989
Drácula, Tod Browning, 1931
Os garotos perdidos, Joel Schumacker, 1987
A hora do espanto, Tom Holland, 1985
A múmia, Karl Freund, 1931
O bebê de Rosemary, Roman Polansky, 1968
As bruxas de Eastwick, George Miller, 1987
Um lobisomem americano em Londres, John Landis, 1981
Blade Runner, o caçador de andróides, Ridley Scott, 1982
A volta dos mortos-vivos, Dan O'Hannon, 1985

No post Especial Halloween escrito pela Anna, estão os links com as resenhas de livros de terror publicadas aqui no Dose.

Ler este livro me fez reviver infância e adolescência, e eu no auge dos meus vinte-e-poucos-quase-trinta foi tão revigorante quanto nostálgico. A verdade é que, para uma leitura agradável não existe idade, classe social ou intelectual. Se o livro é classificado como infanto-juvenil significa que a linguagem é própria para essa faixa etária mas não somente para ela. Do mesmo modo vejo adolescentes se interessarem por livros de temática mais adulta, filosofia, distopias, e etc.

Bom, não é a toa que recentemente surgiu a febre da literatura young adults (YA's), com temas mais adultos em linguagem jovem, há quem aprecie muito e se identifique, já outros que descartam completamente a leitura, criticam e até discriminam, mas escritores que se dedicam à esse gênero é que o não faltam, alguns exemplos:
Meg Cabot, com a série O Diário da Princesa
Stephenie Meyer, com a série Saga Crepúsculo
Rick Riordan, com a série Percy Jackson & os Olimpianos
J.K. Rowling, com a série Harry Potter
Suzanne Collins, com a série The Hunger Games (Jogos Vorazes)
Cecily von Ziegesar, com as séries Gossip Girl e The It Girl

E apesar de relacionarmos o gênero com a atualidade, em 1945 o escritor J. D. Salinger escreveu "O Apanhador no Campo de Centeio" que está ligado diretamente ao estilo de literatura jovem-adulto, e eu que já li o livro nem sabia disso.

Aqui no Dose a Michelle já falou um pouco sobre o gênero:
“Até ano passado eu não sabia o que era YA (young adult). Conheci o termo graças aos diversos blogs sobre livros que passei a acompanhar. Eu me dei conta de que além da saga Crepúsculo eu não tinha lido nenhum dos livros citados. Logo de cara, tive um certo preconceito, justamente por não ter gostado dos livros de Stephanie Meyer. Mas de uns tempos para cá deixei o preconceito de lado e comecei a ler alguns livros YA. Os primeiros foram os da trilogia Jogos Vorazes e devo dizer que gostei demais dos mesmos.

O chamado YA Sobrenatural não me chama a atenção, mas gosto daqueles que tratam da adolescência em si. Claro que não estamos diante de clássicos da literatura, mas alguns são livros bem escritos que podem abrir portas para outras leituras mais profundas. Ao ler YA deve-se ter em mente que é um livro para jovens adultos, literalmente, e julgá-los baseando-se nisso.”

Posts relacionados (YA e infanto-juvenil):

Seja livros de terror ou romances, adultos ou juvenis, aqui no Dose Literária sempre há espaço para qualquer gênero, de qualquer idade. O mais importante (e isso nós aqui do Dose concordamos unanimemente), é ler, saber apreciar a leitura, e adquirir cada vez mais conteúdo e conhecimento.

E você, já definiu qual será a sua próxima leitura?