15 janeiro 2013

Coisas Frágeis, 1 e 2


Ao comprar os dois volumes de “Coisas Frágeis”, não sabia o que esperar. Meu primeiro – e único – contato com Neil Gaiman até então se dera através de Coraline, e obviamente eu já conhecia o escritor e seu merecido título de mestre da fantasia, mas era só. Posso dizer que Coisas Frágeis me atraiu pelas capas e me conquistou pelo conteúdo.

  
Lançado pela Conrad Editora, a antologia de 32 contos foi dividida em 2 volumes de edição especial, com capas que por si só já são obras de arte. No exterior, Fragile Things é um livro só (e eu não entendo até agora porque o dividiram em dois). 

É impossível não ficar deslumbrado, com a capacidade imaginativa de Gaiman em criar tantas.histórias.diferentes. Gaiman é cheio de nuances. Cada estória é seu próprio mundo, assim como cada situação, cada personagem, todos são universos paralelos em si mesmos. Ele não se repete - pelo menos, não nestes livros.

Uma coisa que ele faz que achei interessante, é que Neil faz uma introdução onde explica a origem, a motivação (e até os prêmios ganhos) de cada conto. Mas como eu evito spoilers inclusive em livros, eu só lia as explicações dele ao final de cada conto.


Vou destacar aqui alguns dos que mais gostei:

Coisas Frágeis:
- A vez de outubro
- Lembranças e tesouros

Coisas Frágeis 2:
- Virando Wodwo (poesia)
- Os Outros
- Quem alimenta e quem come (meu favorito)




O que posso tirar dessa experiência e passar pra vocês? Leia Gaiman. Esqueça um pouco a fantasia de contos de fadas, de portais mágicos e guerras épicas. Gaiman trouxe a fantasia para o cotidiano nestes livros, e eu acho isso incrível.