07 fevereiro 2013

A infância e os livros

Vamos rememorar a nossa infância, relembrar do nosso primeiro contato com os livros, reviver todas as emoções de ver as ilustrações coloridas dos livrinhos, do quanto nos orgulhávamos de nós mesmos quando conseguíamos ler um livro ou gibi inteiro e entendê-lo, do quanto atento ficávamos quando alguém lia um livrinho para nós, seja na escola ou em casa, e do quanto era gostoso se perder na imaginação e fantasias das estórias infantis.
A infância. Quem aqui concorda comigo que, o nosso amor pelos livros, pela leitura e pelo conhecimento, devemos principalmente à esta fase mágica de nossa vida?


Pois não somos só nós que concordamos com isso. Especialistas acreditam que, para alguém se interessar por livros na vida adulta, é fundamental que a palavra escrita esteja ao seu alcance desde cedo. Ou seja: estimular a leitura dentro do berçário, com bebês que ainda nem aprenderam a falar, pode ser o caminho mais curto para a formação de um futuro leitor. "Manuseando um livro, eles são capazes de identificar a existência da grafia e passam a estabelecer uma relação direta com a linguagem escrita", afirma Fraulein Vidigal de Paula, doutora em Psicologia Escolar. Pouco importa se a criança ainda não aprendeu a ler ou se o exemplar em questão é feito de papel, plástico ou tecido.

Alguns títulos da literatura clássica infantil
Editora Moderna
- A Festa no Céu - Recontado por Cristina Porto - Ilustrado por Márcia Franco
- O Soldadinho de Chumbo - Recontado por Cristina Porto - Ilustrado por Avelino Guedes
- Fábulas de Esopo - Ruth Rocha - Ilustrações Jean-Claude R. Alphen
- O Coelho Teimoso - Elza Sallut - Ilustrações Michele Iacocca

Os títulos acima foram indicações da ilustradora Arleth Rodrigues, formada em Design Gráfico, trabalha em editora e apoia o incentivo à leitura para crianças, com seus traços que remetem à infância e ingenuidade, seu desejo e amor pela ilustração ainda há de alimentar sonhos de muitos infantes que ainda hão conhecer seus trabalhos.

Ilustração: Arleth Rodrigues


Dentre todas as autoras e co-autoras do Dose, sou a única mãe, e de três crianças maravilhosas com idades distintas. Como não poderia deixar de ser, o incentivo à leitura aqui em casa é diária e constante, fui criada entre os livros e o hábito de ler está sendo passado às novas gerações. Para eles, ler, folhear e ouvir histórias de livrinhos é tão natural quanto brincar, ver TV ou tomar banho.

Olavo, 1 ano e 3 meses e já adora folhear seus livrinhos

Bebês podem até não entender todo o enredo de uma história, mas a leitura em voz alta os coloca em contato com outras dimensões das linguagens oral e escrita, que serão importantes em seu desenvolvimento. "Eles percebem que a fala do dia a dia é diferente daquela usada numa leitura, que tem cadência, ritmo e emoção. Entendem, por exemplo, que há um começo, um clímax e um desfecho", explica a psicóloga Fraulein.
E notável a importância da leitura na primeira infância, nós mamães, devemos incentivar, ensinar aos nossos bebês que ler é tão prazeroso quanto brincar com brinquedinhos, ou, assistir ao seu desenho favorito.

Faixa etária Textos Ilustrações Materiais
1 a 2 anos As histórias devem ser rápidas e curtas Uma gravura em cada página, mostrando coisas simples e atrativas visualmente Livros de pano, madeira, e plástico. É recomendado o uso de fantoches
2 a 3 anos As histórias devem ser rápidas, com pouco texto de um enredo simples e vivo, poucos personagens, aproximando-se, ao máximo das vivências da criança Gravuras grandes e com poucos detalhes Os fantoches continuam sendo o material mais adequado. Música também exerce um grande fascínio sobre a criança
3 a 6 anos Os livros adequados a essa fase devem propor vivências radicadas no cotidiano familiar da criança. Predomínio absoluto da imagem, sem texto escrito ou com textos brevíssimos. Livros com dobraduras simples. Outro recurso é a transformação do contador de histórias com roupas e objetos característicos. A criança acredita, realmente, que o contador de histórias se transformou no personagem ao colocar uma máscara.
6 ou 7 anos (fase de alfabetização) Trabalho com figuras de linguagem que explorem o som das palavras. Estruturas frasais mais simples sem longas construções. Ampliação das temáticas com personagens inseridas na coletividade, favorecendo a socialização, sobretudo na escola. Ilustração deve integrar-se ao texto a fim de instigar o interesse pela leitura. Uso de letras ilustradas, palavras com estrutura dimensiva diferenciada e explorando caráter pictórico. Excelente momento para inserir poesia, pois brinca com palavras, sílabas, sons. Apoio de instrumentos musicais ou outros objetos que produzam sons. Materiais como massinha, tintas, lápis de cor ou cera podem ser usados para ilustrar textos.

Que tal partir de nós mesmos o incentivo à formação de um país de leitores? Nosso futuro será construído com mãos e mentes de nossas crianças. Tias(os) corujas, mamães e papais, primas(os) e irmãs(os), vamos presentear nossas crianças com livros?

Fontes:
Graudez-Livros
Revista Escola Abril