12 março 2013

As intermitências da morte - 2

Quando a Michelle falou aqui sobre o livro As Intermitências da Morte, de José Saramago, eu comentei: "José Saramago está no top 10 dos que quero ler". Isso foi há exatamente um ano. Em maio, eu havia lido o "Ensaio Sobre a Cegueira" e fiquei apaixonada. Então uma amiga me emprestou diversos livros dele em "português de Portugal", e eu decidi ler o Intermitências primeiro.



Intermitência. s.f.
A palavra intermititência significa intercalação;

Estado físico (febre intermitente (é aquela que vai-e-volta)).

Como a própria Mi falou em seu post, nesse livro Saramago explora as possibilidades de como seria a vida em um país em que ninguém morre. De repente, ao invés de comemorar e pular de felicidade, os habitantes daquele país se vêem em meio ao caos social e político, com uma população de velhos e moribundos, descrito de forma impecável pelo autor. 

O que eu não sabia a respeito deste livro - e foi isso o que me levou a fazer este segundo post -, é que há uma segunda parte onde a morte se pronuncia perante os homens e decide voltar a fazer seu trabalho (daí o nome intermitências), mas que, dentre todos aqueles que ela leva consigo, há um que não morre. 

O restante do livro é a procura da morte por esse violoncelista, um homem solitário com seu cachorro, a conhecer sua vida reclusa e seus hábitos, e a pensar em uma forma de conseguir levá-lo, afinal, é seu trabalho. Ela então entra na vida dele e, apesar da leitura cansativa do início do livro, essa parte é que faz tudo valer a pena. O que pode ser maior que a morte?


Leiam esse livro! E quem já leu, comenta aqui, vamos falar sobre ele! :)