05 março 2013

Semana da mulher - Lisbeth Salander


Quase um ano atrás, sem nenhum tipo de conhecimento prévio sobre enredo ou sobre a popularidade da história, comecei a ler os livros da Trilogia Millenium, de Stieg Larsson. Quando peguei aquele primeiro volume chamado "Os homens que não amavam as mulheres", tão gordinho, lembro que pensei: "espero que essa história me cative a ponto de eu conseguir terminar pelo menos esse volume". Um vidente riria desse comentário, porque além de ter ficado obcecada por tudo o que envolve a trilogia, a protagonista, Lisbeth Salander se tornou a melhor personagem que já tive o prazer de ler na vida. 

"sou mentalmente incompetente"

Conforme comentei nesse post, a Trilogia Millenium é um livro que fala sobre misoginia. Nossa protagonista, Lisbeth, é uma jovem que foi declarada mentalmente incompetente pela justiça Sueca e só pode viver em sociedade porque tem um tutor. Conforme as páginas passam é possível ver o quanto essa personagem, que passa por todo o tipo de situações adversas e teria diversos motivos para permanecer internada em uma clínica psiquiátrica, reage e luta. 

Olhando essas duas personagens (adaptações dos filmes americano e sueco, respectivamente), você acha que simpatizaria por elas? 


 Rooney Mara, a atriz que a interpretou no filme Hollywoodiano, disse em uma entrevista que "é curioso ver que tantas mulheres normais tenham vontade de ser como ela". E é. Representada da mesma forma como é descrita no livro, Lisbeth é  "uma pálida e anoréxica, jovem, com cabelo curto e bagunçado, e de piercings no nariz e na sobrancelha. Tinha uma tatuagem de vespa no pescoço, uma tatuagem de laço em volta do bíceps do braço esquerdo e outro no seu tornozelo esquerdo. Quando usava camiseta regata era possível ver parte de sua tatuagem de dragão pelo ombro esquerdo. Se veste como um clássico adolescente "rebelde sem causa". Por que ela é especial?

Lisbeth, por todas as situações que viveu, não confia em nada e em ninguém. Ela sabe que há homens ruins, a começar pelo seu próprio pai, e sabe que há diversas mulheres que sofrem nas mãos desses homens, tendo sua mãe como primeiro exemplo. Ela encontra no jornalista Mikael Blomkvist uma espécie de amigo, apesar de ter passado toda a sua vida em misantropia. A partir do momento em que ela o ajuda e, no futuro, acaba precisando da ajuda dele, refaz os caminhos que a levaram a ser internada, injustiçada, e busca vingança (ou justiça) pelos seus próprios métodos.

"nunca enfrente Lisbeth Salander. Sua atitude com o resto do mundo é a de, se alguém a ameaça com uma arma, ela terá uma arma maior"

Não dá pra contar aqui o roteiro da história sem falar demais. Apenas observem as fotos que ilustram esse post, e reflitam sobre como um personagem tão aparentemente repulsivo pode ter conquistado (nas telonas e nas páginas) tantos admiradores incondicionais. Deixo então uma lista de links interessantes para quem quiser conhecer um pouco mais sobre essa mulher sensacional: