25 maio 2013

Autores brasileiros e algumas excentricidades

A humanidade é feita de excentricidades. Mesmo quando somos castrados, uma ou outra particularidade solta a olhos vistos e desmonta aparências que por alguma circunstância ou motivo somos obrigados a criar. No mundo literário não é diferente. Alguns escritores tinham ações ou comportamentos tão peculiares que ainda hoje são motivos de espanto para muita gente. Não existem garantias sobre a veracidade de algumas histórias, mas conhecendo o estilo e a "aura" de cada escritor, ainda se pode ir no balanço de que "onde há fumaça, há fogo". O Dose Literária separou algumas 'peculiaridades' de autores brasileiros. Confira:

Graciliano Ramos




Ateu convicto. No entanto, o autor tinha uma Bíblia na cabeceira só para apreciar os ensinamentos e os elementos de retórica. Por insistência da sogra, casou na igreja com Maria Augusta, católica fervorosa, mas exigiu que a cerimônia ficasse restrita aos pais do casal. No segundo casamento, com Heloísa, evitou transtornos: casou logo no religioso.

Carlos Drummond de Andrade



Aos dezessete anos, foi expulso do Colégio Anchieta, em Nova Friburgo (RJ), depois de um desentendimento com o professor de português. Imitava com perfeição a assinatura dos outros. Falsificou a do chefe durante anos para lhe poupar trabalho. Ninguém notou. Tinha a mania de picotar papel e tecidos. “Se não fizer isso, saio matando gente pela rua”. Estraçalhou uma camisa nova em folha do neto. “Experimentei, ficou apertada, achei que tinha comprado o número errado. Mas não se impressione, amanhã lhe dou outra igualzinha.”

Clarice Lispector


Mulher solitária, tinha crises de insônia. Ligava para os amigos e dizia coisas perturbadoras. Imprevisível, era comum ser convidada para jantar e ir embora antes de a comida ser servida. 

Guimarães Rosa


Médico recém-formado, trabalhou em lugarejos que não constavam no mapa. Cavalgava a noite inteira para atender a pacientes que viviam em longínquas fazendas. As consultas eram pagas com bolo, pudim, galinha e ovos. Sentia-se culpado quando os pacientes morriam. Acabou abandonando a profissão. “Não tinha vocação. Quase desmaiava ao ver sangue”, conta Agnes, a filha mais nova do escritor.

Gilberto Freyre




Nunca manuseou aparelhos eletrônicos. Não sabia ligar sequer uma televisão. Todas as obras foram escritas a bico-de-pena, como o mais extenso de seus livros, Ordem e Progresso, de 703 páginas.

Cecília Meireles




Numa das viagens a Portugal, a autora marcou um encontro com o poeta Fernando Pessoa no café 'A Brasileira', em Lisboa. Sentou-se ao meio-dia e esperou em vão até as duas horas da tarde. Decepcionada, voltou para o hotel, onde recebeu um livro autografado pelo autor lusitano. Junto com o exemplar, a explicação para o “furo”: Fernando Pessoa tinha lido seu horóscopo pela manhã e concluído que não era um bom dia para o encontro.

Machado de Assis


O maior escritor brasileiro de todos os tempos ultrapassou tanto as barreiras sociais bem como físicas. Machado teve uma infância sofrida pela pobreza e ainda era míope, gago e sofria de epilepsia. Enquanto escrevia Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado foi acometido por uma de suas piores crises intestinais, com complicações para sua frágil visão. Os médicos recomendaram três meses de descanso em Petrópolis. Sem poder ler nem redigir, ditou grande parte do romance para a esposa, Carolina.

Plus:

As curiosidades que você leu acima foram retiradas do site Literatura Brasileira. Aproveite e dê uma lida. :)