12 maio 2013

Dia das Mães: O livro favorito da minha mãe

Minha mãe, Ana Lúcia, também é uma leitora. Não temos os mesmos gostos literários mas respeito os livros que ela lê que são geralmente romances espiritas ou "auto-ajuda". 
Ela admira e respeita o Espiritismo e costuma ler livros sobre o tema ou romances inspirados na doutrina.
Entre seus escritores favoritos está Chico Xavier e Zíbia Gasparetto que escreve seus romances inspirados e ditados pelo espírito Lucius.
Dentre os 6 livros da Zíbia Gasparetto que leu até hoje, o seu favorito foi "Sem medo de viver" de 2005.
Minha mãe estava passando por momentos difíceis e o livro a ajudou a compreender seus próprios sentimentos.

O romance conta a história de Sérgio, um rapaz batalhador que veio do interior em busca de melhores oportunidades de trabalho e uma vida melhor. Mas vendo que seu esforço não foi reconhecido na empresa em que trabalhava, e que sua namorada Flora ambiciosa e orgulhosa, o desprezou, Sérgio sentiu-se inferior e deprimido. Perturbado, ele decide dar uma reviravolta na sua vida, vestindo-se melhor e frequentando lugares elegantes, assim começa a atrair coisas boas, como Arlete. 
Mas Flora (a ex-namorada de Sérgio) despeitada com a nova vida dele fez “trabalhos” de magia negra para atrapalhar a vida de Sérgio. 

Assim, Arlete leva-o a uma reunião em um centro espírita e que recebe a mensagem do espírito de sua tia Amélia que para ajudar Sérgio e Arlete, narra sua história durante sua vida na terra. Amélia fala sobre seu casamento conturbado com Mário, e o quanto sofreu com o sumiço do marido e que só depois que desencarnou enxergou quem foi e como ele vivia após a sua morte. Amélia acreditava que Mário era o amor de sua vida, mas ele tampouco se importava com ela, gastava o dinheiro que recebia em festas, bebidas e prostitutas. 
Assim, só após a morte Amélia percebe o tempo que perdeu, tentando encontrar o marido e deixando de viver as coisas boas e oportunidades que a vida lhe dava.



Aqui um dos trechos que minha mãe separou:

“Estou contando tudo isso porque quero penitenciar-me das minhas atitudes. Pensei que estivesse sendo fiel ao meu amor, acreditei que Mário havia se sacrificado pelo nosso bem. Entretanto, eu me mostrava revoltada. A vida, para me proteger, tinha me livrado da convivência com um homem cruel, mentiroso, que tripudiava sobre meus sentimentos. Ela me concedeu uma chance de ser verdadeiramente feliz. Mas eu não aceitei. Queria que tudo fosse do meu jeito. Se não me dessem Mário, não queria mais viver! Pode haver prepotência maior?” 

E você sabe qual é o livro favorito da sua mãe?

Feliz Dia das Mães!