16 maio 2013

In memoriam: Escritores e seus túmulos (Parte IV)

Talvez seja impressão minha, mas depois de tanto pesquisar sobre os escritores citados nesta série de posts, ver imagens de seus túmulos, checar fontes e conhecer as biografias, percebi que após morte foram homenageados não só em essência, como suas obras e ideias também foram transpostas materialmente em seus túmulos. Talvez a pedido dos próprios, talvez por intervenção da família que os conhecia integralmente, enfim, seus túmulos retratam muito do que foram em vida.
Falei de outros grandes nomes da literatura mundial nas Partes I, II e III.

 Leon Tolstói

O conde Lev Nikolaievich Tolstói, nascido em 9 de setembro de 1828 em Yasnaya Polyana, pertencia a uma família de nobres russos e foi criado por tias após ficar órfão aos 9 anos. Deixou a universidade cedo, mas sempre foi defensor da educação. De personalidade peculiar e mente inquieta, teva sua fase libertina na adolescência, aos 23 anos entrou para o exército, e um ano depois publicou o primeiro volume de uma trilogia autobiográfica “Infância”, “Adolescência” e “Juventude”, mas suas obras mais famosas são os romances “Guerra e Paz” e “Ana Karenina”. Buscando viver uma vida simples, nos últimos anos de vida se desfez de seus bens materiais, e faleceu de pneumonia aos 82 em 20 de novembro de 1910 após fugir de casa. Está enterrado em sua residência, em sua cidade natal.



“A verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família.” - Leon Tolstói


Lewis Carroll

Autor de “Alice no País das Maravilhas” e “Alice Através do Espelho”, o inglês Charles Lutwidge Dodgson, conhecido por Lewis Carroll, nasceu aos 27 de janeiro de 1832 em Daresbury, Cheshire, Inglaterra. Estudou durante toda a sua vida e por mais que não apreciasse a carreira, tornou-se professor de matemática em Oxford, mesmo depois do sucesso literário e financeiro. Também escreveu poemas, panfletos e artigos. Faleceu aos 65 anos em 14 de janeiro de 1898, em Guilford, Surrey, Inglaterra. Está sepultado no Guilford Cemetery.




“Tudo tem uma moral, basta encontrá-la.” - Lewis Carroll


Bram Stoker

O irlandês nascido em Dublin, conhecido por seu mais famoso romance “Drácula”, veio ao mundo aos 8 de novembro de 1846 e escreveu histórias de terror impregnados de romance, pesadelos, maldições e sobrenatural, com referência ao folclore e às superstições. Além da eterna obra-prima, outros títulos de autoria de Bram Stoker são: “Os sete dedos da morte”, “O caixão da mulher vampiro” e “O castelo da serpente”. Em paralelo a sua vida literária, Stoker foi empresário do ator Henry Irving durante 27 anos. Faleceu aos 20 de abril de 1912 após um derrame cerebral agravado pela sífilis e foi cremado, suas cinzas estão no Golders Green Crematorium, em Londres, junto com as cinzas do filho.



“Como são abençoadas as pessoas cujas vidas não conhecem medos nem temores.” - Drácula


R. L. Stenvenson

O escocês Stenvenson, romancista e poeta, nasceu em 13 de novembro de 1850 em Edimburgo, também escreveu livros para crianças, ensaios, contos e não ficção, suas obras mais conhecidas são “A Ilha do Tesouro” e “O Médico e o Monstro”. Aventureiro e viajante com profundo senso romântico, também escreveu sobre suas viagens, cursou engenharia e direito na Universidade de Edimburgo, mas nunca exerceu nenhuma das profissões. Aos 3 de dezembro de 1894, com apenas 44 anos, foi vítima de um ataque cardíaco que o levou a óbito. Está enterrado de frente para o mar, em Vailima, Samoa, aonde residia com sua esposa.




“Não há dever mais subestimado do que o dever de ser feliz.“ - R. L. Stenvenson


Arthur Rimbaud

Aos 20 de outubro de 1854 em Charleville, nasceu o dissidente e vagabundo poeta francês Jean Nicholas Arthur Rimbaud autor de “O barco ébrio” e “Uma temporada no inferno” dentre outras poesias e cartas. Levou uma vida extravagante, produzindo versos subversivos, ganhando a reputação de enfant terrible, mas sua vida literária foi obscurecida por uma espessa camada de boatos, especulações e polêmicas. Faleceu prematuramente aos 37 de câncer e teve uma das pernas amputadas. Sua morte foi em 10 de novembro de 1891 em Marselha, e atualmente está no Charleville-Mezieres Cimetière na França.



“Juventude ociosa, submissa... Por delicadeza, perdi minha vida.” - Arthur Rimbaud


Teremos no próximo post da série os idolatrados Oscar Wilde, Anton Tchékhov, H. G. Wells, Franz Kafka e D. H. Lawrence.