05 julho 2013

Cartas de um Sedutor, de Hilda Hilst


E é sobre este livro que venho falar hoje, Cartas de um sedutor da maravilhosa escritora brasileira Hilda Hilst que anteriormente eu havia citado vagamente na biografia da Lygia Fagundes Telles aqui
Para mim, Hilda Hilst, Lygia F. e a Clarice Lispector fazem o "trio" das grandes maiores escritoras brasileiras e já estava em tempo de eu fazer a resenha de algum dos livros dela aqui no dose. Então...

Karl é o nosso sedutor, é um homem culto mas amoral. No livro ele escreve vinte cartas extremamente provocativas para sua casta irmã Ofélia. Nessas cartas ele mistura momentos da infância dele com a irmã, faz alegações de que a irmã era apaixonada pelo o pai, conta histórias picantes de si próprio e suas experiências sexuais, hora diz galanteios a irmã e hora a desqualifica e ainda por cima em dados momentos os textos misturam a história de Stamattius um poeta que no decorrer da história, passamos a perceber que é o próprio Karl em outra época sob circunstâncias diferentes...

Só para alertar quem vier a ler, tenha a mente BEM aberta ao pegar o livro pois, é usada muita linguagem chula (apesar de Karl ser culto, ele não liga de horrorizar bastante a irmã), são tocados em temas como: homossexualidade, tabus como incesto, complexo de Édipo, entre outras coisas. É um livro BEM direto, sem rodeios.

De cara pode assustar o fato de eu ter dito que contem linguagem suja e chula...porém não se engane, para ler Hilda tem que se ter alguma bagagem literária, já que no texto ela faz referências a poetas, escritores da literatura universal, esse livro consegue ser culto e ser vulgar ao mesmo tempo, mas não deixa de ser nunca um livro delicioso de se ler.

É cômico em muitos momentos e eu tenho que dizer que Karl sabe fazer boas piadas, sabe contar ótimas histórias e você vai se pegar dando risadas altíssimas de fazer quem estiver por perto achar que você está doido ou lendo um livro de piadas muito bom e não um livro erótico.

Para finalizar vou deixar uma frase dela porque Hilda também era poetisa (e dramaturga, a mulher era incrível):