20 julho 2013

Entre bombas e fotos talismãs

Conheço gente que acha que o autor norte-americano Nicholas Sparks é "mamão com açúcar". Dizem que suas histórias são fracas, afetadas e delirantes demais. Também conheço pessoas que ligam para as livrarias e pedem para guardar um exemplar de cada lançamento do escritor. Bem, eu não estou em nenhum dos dois grupos, mas não nutro nenhuma hostilidade pelo autor de romances como "Diário de uma Paixão", "Um Amor para Recordar", "Querido John" e "Um Homem de Sorte", todos metamorfoseados em adaptações para o cinema.

Terminei de ler "Um Homem de Sorte" (original The Lucky One, tradução de Marsely de Marco Martins Dantas, editora Novo Conceito, 2012, págs. 352) e tive uma boa impressão do livro. O enredo é básico: Logan Thibault, fuzileiro naval enviado à missões bélicas no Oriente Médio, encontra uma fotografia no meio do deserto, cujo rosto estampando é o de uma mulher, e a partir desse momento começa a ter sua vida salva em várias ocasiões. Um de seus melhores amigos sugere que a mulher da foto é um talismã da sorte que o previne das maiores catástrofes e, sugestionado por esse comentário e por sua própria intuição, assim que se desliga do exército, Logan e seu cachorro Zeus partem em busca da tal mulher.

O ex-fuzileiro não tem qualquer pista real, mas atua como um detetive e vai buscando fatos e versões até conseguir localizar a cidade e o nome da mulher. Instintivamente, o calado sujeito se dirige à propriedade da  bela mulher da foto e a partir dessa ação tudo começa a ganhar contornos de um romance silencioso. A mulher se chama Beth, é bonita, tem um filho de dez anos e um passado regado a escolhas erradas. Logan se vê dentro de uma teia de situações que, como o próprio livro sugere, são os braços fortes do destino atuando para mostrar sua imponência.

Beth e Logan na versão do cinema: Foto escolhida a dedo! Desculpem os marmanjos!

A leitura é agradável, os personagens não são profundos mas o livro está cheio de passagens divertidas e situações cotidianas. A adaptação desse filme para as telonas trouxe para interpretar Logan o ator Zac Efron - artista que começou a carreira na Disney, mas que tem se destacado em alguns papéis mais adultos, além de ser muito bonito! - e Taylor Schilling na pele de Beth. Gostei de ver a atriz veterana Blythe Danner como a engraçada Nana, avó de Beth e proprietária da casa e do canil onde Logan vai trabalhar.

Nicholas Sparks

Em tempos em que o amor é atacado ou visto como um copo de cicuta, Nicholas Sparks traz um pouco de algodão doce para distrações do dia-a-dia. Nada mal, eu garanto.