07 julho 2013

Inábil Músculo - poesia

A poesia a seguir foi escrita por esta que vos fala, em tempos áureos e prolíferos, e publicado originalmente no site Central Rock, em 14/08/2008.


Maldito residente de meu peito
Esta, escrevo à vós!
Rimo se bem queres,
Impertinente abjeto algoz.

Que queres de mim, infeliz?
Por que bate sem permissão?
Devo ainda senti-lo em pulso,
Para provar-me tua repressão?

Poder teu? Ah! convenhamos
Estás certo que de vós necessito?
Se arrancado foste outrora,
E entregues à um bem querido.

Culpa tua, só tua.
Voltaste a bater, causa-me dor
Queres mesmo a rima exata?
Sabes bem que é a dor do amor.

Músculo? És tu um desgraçado!
De nada tens a perder
Certo de que causa angústia
Faz-me, rindo, fenecer.

Teu fim conheces, sim
Não, não, não vai tardar
Punhal? Ah lindo objeto
Pra sujar com o teu sangrar.

Versos pobres, depreciáveis...
Uníssono inútil, por que o enfadar?
É o que mereces, miserável
Por teu gosto em magoar.

Por Eni Miranda