27 setembro 2013

Fahrenheit 451, de Ray Bradbury


Eu sou muito fã de distopias isso é um fato. Quando li a minha primeira (na época o Admirável Mundo Novo) eu nem sequer sonhava que havia tal termo para designar esse tipo de história.

Nos dias de hoje com os livros Young Adult o gênero distópico começou a tomar lugar na prateleira de muito adolescentes na forma de livros como Jogos Vorazes e Divergente

Porém o livro sobre o qual quero falar hoje é um livro especial para mim e também é um livro que ainda não foi resenhando aqui.

O livro Farenheit 451 foi o primeiro que li do autor Ray Bradbury (primeiro e único até agora maaaas não por muito tempo, espero). E é um livro que posso descrever certamente como único.

No enredo somos apresentados a um futuro em que o governo totalitário proíbe livros (sim, eu assim como vocês leitores fiquei apavorada com essa hipótese). A intenção com isso é que as pessoas não lendo passarão a não ter instrução suficiente ou pensamentos próprios para se rebelar contra este governo que as controla mostrando somente o que interessa a eles e conseguindo assim que o povo se torne apenas uma massa alienada, pois, tudo o que eles sabem é através de Tvs instaladas em casa e nas praças.

A desculpa que o governo usa para convencer as pessoas de não lerem é que (além de ser crime e quem foi pego lendo pode ser preso ou quem sabe até morto) é que os livros são perigosos e despertam sentimentos "desagradáveis" podendo deixar as pessoas tristes ou que também os livros faz as pessoas se isolarem transformando-as em anti-sociais...e a população se convence (ou não) mas ao menos não quer se arriscar.
Fazendo uma pausa aqui posso dizer que a sensação que eu tive ao começar a me aprofundar na história, foi de intensa atualidade. Não dá pra acreditar como esse livro de Bradbury é atual, é uma história que poderia estar se passando hoje.

Voltando ao livro, temos Guy Montag que é um bombeiro, mas diferente dos bombeiros que conhecemos atualmente que ajudam a apagar as chamas, Guy as propaga. Ele é um dos bombeiros que cuida da tarefa de incendiar os "perigosíssimo livros". Sua vidinha corre tranquilamente e ele se sentia maravilhosamente bem com seu trabalho, orgulhoso, até que um dia ele conhece Clarisse McClellan uma jovem muito falante e divertida (o que assustou Montag inicialmente) que o fez várias perguntas e se mostrou uma criatura muito pensante. A partir dessa conversa com a garota, Montag passou a se questionar sobre várias coisas de sua vida, inclusive a relação com sua esposa Mildred, uma mulher totalmente vazia. O fato é que ele acabou sentindo a curiosidade de abrir um livro e lê-lo, isso o fez perceber que livros não eram perigosos e sim prazerosos, porém, coisas nadas boas começaram a acontecer depois disso...Indico para quem quiser uma ótima leitura e ainda por cima refletir bastante.

A maravilhosa adaptação cinematográfica de 1966 do diretor François Truffaut

Dá até vontade de chorar, quando ele diz isso não é?