08 outubro 2013

As Virgens Suicidas, de Jeffrey Eugenides

Sou uma leitora apaixonada, mas posso me considerar uma maluca por filmes também. Porque boa parte dos livros mais maravilhosos que li, conheci através das adaptações para o cinema, e não foi diferente nesse caso.

As Virgens Suicidas do escritor Jeffrey Eugenides, conheci através do filme de 1999 dirigido por Sofia Coppola.

O que  me chamou  logo a atenção para ver o filme foi esse nome e quando li a sinopse, então, quis vê-lo na hora. Uma história nostálgica, triste e delicada, mas com seus toques de beleza. Anos depois de ter visto o filme, um amigo numa viagem trouxe de presente  para  mim o livro Pequenos Pássaros da Anaïs Nin e o Virgens Suicidas para outra amiga, quando li o título do livro dela dei um pulo porque até então não sabia do livro e fiquei muito feliz  com a ideia de ler a história na  íntegra e comparar a fidelidade da adaptação que posso dizer que foi perfeita. Logo que minha amiga leu o livro, me emprestou e eu o devorei em  poucos dias.
A  história se passa nos anos 70 e é o relato de vários garotos uns 20 anos depois da tragédia que houve com a família Lisbon, uma  família comum, de classe média e aparentemente feliz. 

A tragédia foi que todas as filhas da família, cinco garotas cometeram suicídio no  intervalo de apenas um ano. A primeira foi Cecília com apenas 13 anos e logo após sua morte seus pais o Sr. Lisbon um professor e a Sra. Lisbon uma dona de casa fervorosamente religiosa começaram a fechar o cerco em volta das outras garotas. O fato é  que é uma história sensível que mostra  que não se pode prender nada vivo sem que esses se rebelem ou se destruam e as garotas Lisbon procuraram durante todo o tempo que tiveram pedir ajuda mesmo que timidamente.

A  narração é lenta porém profunda, Jeffrey Eugenides nos mostra esses garotos já maduros tentando entender o que houve com aquelas garotas que fez com que todas tomassem tão desesperada atitude e relembram experiências que não temos certeza se foram reais ou apenas imaginárias.

É uma história cheia de puro lirismo e melancolia, até mesmo o leitor vai se pegar absorto, pensando, tentando compreender o que aconteceu ali.
Por mais que pareça chato saber o que acontece logo assim de cara o que ocorre na história, o fato de sabermos o que acontece antes não tira em nada o brilho da história pois o que vale nela é mais o que sentimos enquanto lemos do que o que acontece em si.

Um trechinho:
"[...] as meninas tinham passado o tempo inteiro tentando falar conosco e pedir nossa ajuda, mas estivéramos apaixonados demais para ouvir. [...] A quem mais elas poderiam recorrer? Não aos pais. Nem aos vizinhos. Dentro de casa eram prisioneiras, fora dela, leprosas. E assim se esconderam do mundo esperando por alguém - nós- para salvá-las." p.185
As  irmãs Lisbon da adaptação cinematográfica