07 janeiro 2014

Marina, de Carlos Ruiz Zafón

Nunca antes eu havia lido nada do escritor Carlos Ruiz Zafón. Comecei a ficar realmente curiosa quando passei a ver muitos livros dele sendo classificados no skoob com altas notas nas estantes de desconhecidos (tenho mania de curiar - quem não tem?). A partir desse momento eu comecei a deduzir que das duas uma: ou o autor era muito bom ou muito ruim. 
Que bom que pra minha alegria eu descobri que ele é um autor ÓTIMO e o primeiro livro que li dele não só me surpreendeu demais, como entraram para a lista de favoritos o livro e o autor.

O primeiro livro que li dele foi o intitulado simplesmente Marina. Escolhi esse livro sem sequer saber do que a história tratava. Gostei do mistério que o título trouxe e a capa me chamou muito atenção também (mesmo eu o tendo lido em e-book). Posso dizer que gostei dele desde a primeira frase.

A história é narrada por Oscar, um garoto de uns 12 anos que estuda em uma espécie de colégio interno e que pouco contato tem com sua família (no começo eu achei até que fosse orfão, mas no decorrer do livro percebi que não). Oscar é um menino muito solitário e que gosta de sair do colégio as vezes para dar longas caminhadas. Em uma de suas caminhadas ele se depara com um casarão estranho com aquela atmosfera de abandonado e logo é atraído para dentro dele por uma música hipnotizante...ao entrar ele acaba encontrando alguém lá dentro, um senhor que no primeiro momento o assusta tanto que ele foge, levando consigo algo da casa. 
O garoto fica intrigado com o senhor que ele encontrou na casa mas mesmo assim decide voltar para devolver o que acabou levando consigo, um medalhão com inscrições dentro. Tenta convencer um amigo do colégio a ir com ele mas não consegue e acaba indo sozinho. Chegando no casarão ele encontra uma garota de quem ele nunca se esquecerá (nem o leitor). O nome dela é Marina, uma garota misteriosa e intrigante. Uma amizade muito forte surge entre eles, ambos solitários passam a fazer companhia um ao outro e Marina o apresenta a seu pai Germán (o homem com quem Oscar se encontrara antes). O garoto passa a fazer parte da vida desses dois estranhos e compartilhando de segredos deles.
Um dia ela propõe a Oscar que eles devem desvendar um mistério. Marina o leva a um cemitério onde se encontra uma mulher misteriosa toda vestida de preto e rosto encoberto, então eles passam a tentar descobrir seu passado. Porém devido a isso eles se envolvem em situações de risco e se veem envolvidos numa trama muito complicada e perigosa...
Infelizmente não me sinto no direito de entrar em detalhes, porque esse é daqueles livros que ganha muitos pontos devido aos elementos surpresa, então o mais importante é saber que ele é um livro que vale a pena ser lido pelo fato de que há muito nele de terror, fantasia, mistério e drama. 
A escrita de Zafón é incrível porque ele sabe pesar tudo direitinho e fazer uma história que prende mas sem exageros. Ele dá descrições de uma maneira que nos sentimos dentro do livro, visualizando tudo e se os personagens sentem algo, automáticamente sentimos. Ele consegue gerar uma empatia sem igual.
Para quem gosta de uma boa história, esse livro vai satisfazer além da conta, porque o livro não contém apenas uma história, são muitas histórias, de várias pessoas, histórias de outros tempos, história s emocionantes, dramáticas ou trágicas.
Eu sou muito suspeita ao fazer essa resenha, porque amei demais esse livro. Ao concluir a leitura eu fiquei pensando e não consegui encontrar sequer um ponto onde algo me deixasse insatisfeita. É um livro único.