19 fevereiro 2014

Alegres, patéticos e sofridos Casos de Amor

Encontrei "Casos de Amor" de Marisa Raja Gabaglia em uma máquina de livro em alguma estação de metrô (não lembro qual), e mais uma vez fui “chamada” por um livro...
O título do livro é comum, até um pouco clichê, mas acho que o quê me atraiu foi a capa, pois não tive como ler a sinopse. O olhar melancólico e misterioso de Marisa estampado na capa do livro, me instigou a curiosidade sobre seus casos de amor.

Apesar de Marisa Gabaglia ter sido jornalista, escritora e atriz em determinada época, eu não a conhecia. Foi uma visita ao Oráculo (vulgo Google) que pude conhecer um pouco mais sobre a autora, além daquela “nota do editor” em seu livro. Quem é a autora de um dos meus livros de contos favoritos?


Marisa Raja Gabaglia, foi jurada em programa de auditório e atriz de novela da TV Tupi, escreveu crônicas para os jornais Última Hora e Diário Popular. Trabalhou na Rede Globo como repórter. Escreveu pelo menos 4 livros, sendo “Milho para Galinha Mariquinha” o livro de maior sucesso no Brasil.
Sua vida amorosa foi conturbada. Envolveu-se com o médico cirurgião plástico Hosmany Ramos, condenado por diversos crimes: tráfico de drogas e até assassinato! Este romance repercutiu negativamente na mídia e feriu a reputação da jornalista.
Em resposta às críticas da mídia, nos anos 80 escreveu o livro “Meu Amor Bandido” (que está na minha lista de “querências”), em que narra seu envolvimento com o criminoso Hosmany.

Minha edição de Casos de Amor
Casos de Amor, foi publicado em 1975 pela editora Rocco. Nas primeiras páginas encontramos o poema Retrato de Cecilia Meireles, marcando o início de 34 histórias de amores não correspondidos, amores roubados, amores suicidas, complicados e conformados. Casos entre tantos Alfredos e Teresas, nomes recorrentes em vários dos casos, mas com personalidades e histórias diferentes.

Sob o olhar feminino e feminista do cotidiano na década de 70, é impossível não comparar com o atual. O que é um caso de amor? O amor é sempre um mistério ontem e hoje. 


É difícil dizer qual história me agradou mais, porque sem dúvida eu gostei de todas e ouso dizer que o estilo de Marisa é parecido com Martha Medeiros em tempos diferentes (na minha opinião). O que melhor pode descrever o sabor dessas “crônicas”, é o prefácio: 
“O ser humano aparece em toda a sua complexidade, os sentimentos se esparramam caudalosamente, a lágrima, o riso ou sorriso, vêm sem pedir licença, a emoção nos arrepia, fazendo a ligação da ficção com a realidade, com o caso de amor de cada um.”

Agora, quero ler Meu Amor Bandido!

Minha avaliação:
Empatia total!

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