09 fevereiro 2014

Top 5 casais literários

Olá pessoal. Trago para vocês no post de hoje um Top 5 de casais da literatura que eu amo de paixão. Não vou colocar em ordem de preferência porque simplesmente não tenho condições psicológicas para fazer isso [sente o drama]. Amo os 5 pares por igual hehe

Então vamos à lista:

"Estas alegrias violentas tem fins violentos. Falecendo no triunfo, como fogo e pólvora. Que num beijo se consomem." 

Sim, eu sei que é o casal mais piegas/clichê da literatura clássica universal, mas eu sou apaixonada por histórias trágicas, com desfechos [in]felizes e Romeo e Julieta [prefiro escrever o nome dele com o u.u] não poderiam ficar de fora dessa lista... A imagem 'meramente ilustrativa' não poderia ser de outra adaptação que não a de Baz Luhrmann [única versão do livro que assisti e com esse Romeo... aiai... Muitos sabem como sou louca por Leonardo DiCaprio, então tá ótimo] 
Não vou me aprofundar numa análise [rasa] dos personagens, e sei que muitos não concordam com o 'amor verdadeiro' entre os dois, que foi burrice e blá blá blá deles terem se matado [não é spoiler. TODO mundo sabe disso u.u] porque haviam outros meios de acabar a história. MAS Shakespeare escreveu assim e eu gostei, e ponto final. Embora a versão do filme de Luhrmann seja beeem distinta do clássico, achei a 'roupagem' interessante e criativa... E olha que costumo detestar adaptações que mexem demais com o roteiro, ainda mais de um clássico, mas enfim... Eis um casal com uma história linda, trágica, com uma carga emocional densa, que me encanta e não canso de [re]ler... 

"Romeu: Se profanei com minha mão sacrílega o santo relicário dessa mão, para tão doce falta a doce pena é esta: Meus lábios, dois humildes peregrinos, só vos pedem a graça de expiar com ternos beijos a profanação da minha rude mão.
Julieta: Meu bom romeiro, sois severo demais com a vossa mão, que só mostrou com isso a sua devoção.As santas também têm mãos, que os romeiros podem tocar, quando eles bem desejam. E unindo as palmas é que as mãos se beijam.
Romeu: As santas e os romeiros não têm lábios?
Julieta: Sim, romeiro, mas só para a oração.
Romeu: Oh! Se assim é, minha querida santa, que os lábios façam o que fez a mão! Eles vos rogam; concedei a graça, para que a sua fé não se desfaça!
Julieta: não precisam se mover.
Romeu: Ficai imóvel, pois, minha santa querida, enquanto eu colho a graça concedida.(Beija-a)
Vossos lábios dos meus o pecado apagaram.
Julieta: Mas com o vosso pecado os meus ficaram!
Romeu: Ficaran com o pecado? Ó doce usurpação! Restitui-me o meu pecado então!(Beija-a de novo)
Julieta: Sois perito na conta de beijar! Como a voz dos amantes tem à noite um som tão melodioso e enternecido! Que música é mais doce para o ouvido? Boa noite! Boa noite! Boa noite! A despedida é dor, tão doce, todavia, que te darei boa noite até que seja dia."
Muito besta Romeo, não? rsrs


O segundo casal pode parecer fora do convencional para alguns [e se retire de minha página quem for homofóbico], mas pra mim é um casal perfeitamente normal, com sentimentos, dores e emoções sem precisar de uma 'mocinha' como parte 'fundamental'. [quanta rima chata]. Jack Twist e Ennis del Mar, a meu ver, formam um dos casais mais lindos da literatura contemporânea. Tragédia, intensidade, sofreguidão e voluptuosidade, tudo pesado na medida transbordante do amor, que me faz ser apaixonada pela obra em questão. O segredo de Brokeback Mountain é daqueles livros curtos que fazem o leitor lamentar não ter mais páginas. Mas a autora foi esperta em não encher linguiça num texto que fala tudo o que tem a ser contado com tão poucas páginas... E emociona...



"Eles se agarraram pelos ombros, abraçaram-se com força, cada um espremendo o ar de dentro do outro, e eles ainda agarrados, peito e virilhas e coxas e pernas coladas, pisando nos pés um do outro até se separarem para respirar."


Do clássico de Jane AustenOrgulho e PreconceitoElizabeth Bennet e Mr. Darcy [quem não queria um Mr. Darcy, não é?] são um casal irresistível. Ela: impetuosa, uma eterna inconformada com seu 'ao redor'. Ele: arrogante, misterioso e charmoso [combinação de elementos que me fazem suspirar]. Confesso que tive raiva dele no início, mas ao mesmo tempo, fiquei curiosa em descobrir porque ele agia daquela forma no começo do livro. E depois, a curiosidade arredia foi se transformando em paixão pelo personagem. Elizabeth é o tipo de 'mocinha' que me encanta. Não é daquelas 'cocotas' como suas irmãs mais novas, tem personalidade e determinação. Além de ser super teimosa e revoltada. hehe Juntos, são um casal estonteante...  



“Quando, finalmente, estiver segura do amor dele, terá todo o vagar para, por sua vez, se apaixonar como ela bem o entender”.


 Agora, vamos falar no delicioso Marlon Brando. Quem já leu Último Tango em Paris, certamente correu atrás da versão cinematográfica estrelada por esse divo. E quem conhece a obra, certamente vai achar o personagem detestável, e talvez ache a história sem sentido, sem graça, sem N' coisas que denominem Paul Jeanne como um 'casal' perfeito e apaixonado. Mas vamos lá: 
A obra foi escrita por Robert Alley e o filme é de Bernardo Bertolucci,  motivo de polêmica na época em que foi feito por causa da famosa 'cena da manteiga' [que eu nem achei polêmica assim]. Perversões à parte, o que acho genial nesses dois personagens não é o mundo pessoal deles, e sim, o que ocorre com os dois em seu universo 'particular': o apartamento que eles se conheceram e pretendiam alugar, cada qual com seus propósitos. Não é amor romântico, convencional. Esse casal foge completamente do 'lugar-comum'. E é justamente por isso que gosto tanto dos dois. É uma história meio que remotamente possível de acontecer, com elementos religiosos, morais e afins 'perseguindo' a vida de ambos lá fora. Dentro do apartamento, nem os nomes são permitidos. O 'ninho' deles é apenas para satisfação sexual, sintonia e descobertas. Mas confesso que a química dos dois personagens me deixou encantada, e quando vi o filme, só confirmei o que já sabia: eles eram realmente um dos meus casais preferidos da literatura...


"-Eu sou eu, você é você. Eu e você. Sem nome, sem profissão, sem vínculo nenhum com a vida aqui fora. Nós dois."


Para encerrar o post, não poderia deixar de fora o casal mais tempestuoso, triste [mais que os anteriores] e devastador da literatura clássica mundial. Saindo das páginas de O morro dos ventos uivantes, da escritora Emily Brontë,  Heathcliff e Catherine Earnshaw  tem temperamento forte, impulsivo e destrutivo. Eles se amam, se odeiam, tudo ao mesmo tempo. Nunca vi relação mais conflituosa que a desses dois... Além de uma trama de horror [ainda pensam que o livro é uma história apenas de amor], os elementos que compõem a narrativa me encantam de maneira absurda... Me identifico demais com Heathcliff, apesar dele ser odioso o tempo inteiro. A dor que dilacera sua alma por ter perdido sua amada, o faz perder a sanidade pouco a pouco, de forma irreversível... Conhecer Catherine por meio de seus devaneios e assombros é extraordinário. É uma relação possessiva, doentia, profunda e torturante... porém linda... Esse casal me arranca suspiros até hoje. Vi duas versões cinematográficas: a de 1992, com Juliette Binoche e Ralph Fiennes [e adorei a sintonia entre os dois] e a versão de 2009 [que apesar de não ser tão fiel a obra quanto o filme de 92, eu gostei]. Pretendo ver as outras versões ainda... Mas em questão de química, Binoche e Fiennes foram meus preferidos... 




"Meu amor por Heathcliff é como as pessedias que nos sustentam: podem não ser um deleite para os olhos, mas são imprescindíveis. Eu SOU o Heathcliff. Ele está sempre, sempre em meu pensamento. Não por prazer, tal como não sou um prazer para mim própria, mas como parte de mim mesma, como eu própria. Portanto, não voltes a falar na nossa separação, pois é algo de impraticável, e..."


Então é isso. Espero que tenham curtido o post. Fiquei com vontade de [re]ver os filmes e [re]ler os livros...
Até o próximo post, pessoas queridas. ^.~