11 março 2014

Estrada da Noite – Mais cedo ou mais tarde os mortos nos alcançam...


Juro que quando peguei o A Estrada da Noite para ler, foi sem grandes pretensões. Eu não conhecia o autor e peguei o livro porque sempre que eu visitava a estante de alguém no skoob e a pessoa o tinha lido...estava lá avaliado em 5 estrelas e quase sempre na lista dos favoritos. Isso me intrigou bastante, porque por experiência própria é quase certo que se um livro vai assim pela média tão exaltado ou eu vou adorar ou odiar a primeira lida. Dessa vez foi o primeiro caso.
Esse é daqueles livros de terror para ler correndo, arregalando o olho e exclamando palavrões em pelo menos metade do livro, ou seja, o tipo de livro que me prende.

A história é sobre Judas Coyne, um astro de rock agora em carreira solo depois que sua banda e desintegrou. Judas é o típico metaleiro, cabeludo, sem papas na língua. Ele coleciona artefatos bizarros e obscuros como crânios, livros antigos de ocultismo, uma corda em que alguém foi enforcado e até uma fita snuff (com cenas reais de um assassinato). Sendo assim Judas não resiste quando seu assistente Danny Wooten fala sobre um leilão que está havendo na internet onde o produto vendido é um paletó assombrado que contém o fantasma de uma pessoa. Ele dá o lance e em alguns dias o paletó chega em uma caixa em formato de coração (nome original do livro por sinal). Então é a partir daí que a vida do cantor se transforma em um verdadeiro inferno. Seu apartamento fica muito frio e sua namorada gótica ao pegar o paletó se fere e o ferimento fica a cada dia pior, sem contar com o fato de que Judas passa a ver o dono do paletó, um fantasma que não sai de perto dele...
A cada dia as coisas ficam  mais bizarras e ao entrar em contato com a pessoa que vendeu o paletó ele percebe que se meteu em uma situação muito pior do que imaginava. Tudo se trata de uma vingança...Por causa de alguém que ele prejudicou no passado, uma garota com quem namorou. O fantasma é nada mais, nada menos que o padrasto dela Craddock McDermott que era envolvido com poderes paranormais e deu instruções para a irmã da garota para que o paletó fosse adquirido por Judas e assim ele não poderia se livrar do seu fim.

A história prende. Não há como deixar de ler e na época eu fiquei quase louca *risos* porque estava sem tempo, então ficava o tempo todo pensando no livro. 
A escrita de Joe Hill é muito acessível e ele faz uma descrição ótima e sem enfeites, então fica muita coisa por conta da imaginação do leitor. As cenas de impacto me deixaram espantada e eu ficava relendo para visualizar aquilo da melhor maneira possível. O livro é cheio de referências do mundo da música entre outros fatos aleatórios e Hill é muito bom em explorar a personalidade dos poucos personagens da história. Ficamos sabendo muito deles, tanto que nos sentimos na pele.

O final é incrível, não tenho nem que dizer que o livro me ganhou por completo nas últimas páginas. Porque ele deu uma guinada de 180 graus na história e em poucas páginas, atou todos os nós precisos e a história não deixou uma ponta sequer solta. Perfeito.

Algo que me surpreendeu e que só fiquei sabendo alguns dias depois de ter lido a obra. Quando fui adicionar o autor como ídolo no skoob (ele me ganhou!). É que o nome completo do autor é Joseph Hillstrom KING. QUASE caio da cadeira hahahaha. Ele é filho do mestre do terror contemporâneo Stephen KING! E eu fiquei muito feliz de saber isso só depois e esse não ter sido um fato que me influenciou ao ler o livro e nem criar expectativa o que foi muito bom, pois eu virei fã por causa de seu talento próprio e não por supor que “filho de peixe, peixinho é”.