05 março 2014

O universo feminino na visão de Edson Rossatto

"Se o Diabo entendesse de mulher, não tinha rabo nem chifre."
(Stanislaw Ponte Preta)

Com essa frase inicia-se "Toques para Mulheres" de Edson Rossatto publicado em 2012 pela Giz Editorial.
Comprei o livro no evento Livros em Pauta organizado pela editora Andross  no começo de 2013.  O que me atraiu para a escolha do livro foi o subtítulo: "Crônicas bem-humoradas sobre o universo feminino na visão de um homem". Vamos lá...

"Toques para Mulheres" como o nome já sugere, é um livro com 21 crônicas (curtinhas) que o autor se coloca como conselheiro em alguns dos comportamentos femininos. Rossatto, diz em seu prefácio que a ideia de escrever essas  crônicas surgiu depois de tantos "toques" que deu para suas amigas e colegas. Resolveu colocar tudo no papel de uma forma bem humorada. 

De fato, as crônicas relatam comportamentos e dilemas entre homens e mulheres como: quem paga a conta, fim de relacionamento, começo de relacionamento, sexo casual, igualdade no trabalho, maternidade, moda feminina, casamento e por aí vai...
É um ótimo passatempo para dias mornos ou para sair da rotina. Li o livro em um dia, entre uma viagem e outra de metrô atravessando São Paulo. É claro que apesar do tom cômico das crônicas, dá para se identificar e tomar alguns toques pra si. 
Vou comentar uma crônica que gostei e outra que não gostei, e isso é apenas uma opinião pessoal que não tem intuito de desmerecer o livro ou o autor.

Entre encontros e pés alheios...

Ilustrações de Germana Viana

A crônica que mais gostei foi "Nem tudo entre quatro paredes vale", além de achar o conselho do Ed muito sensato, tive um ataque de riso no metrô com o relato da "experiência" dele. Mas não vou contar detalhes aqui, porque perde a graça e o que foi engraçado pra mim, pode não ser engraçado pra vocês.
Quanto a crônica, a lição é fácil e precisa ser divulgada: 
"É preciso ter sincronia em tudo num relacionamento. Até no sexo. (Na verdade, principalmente...!)" - pág 91.
Bom, e a crônica que não gostei foi Biquínis, unhas e extintores... que o autor mostra seu gosto por pés femininos e seu horror a rasteirinhas (até aí tudo bem, gosto é gosto). O problema é que quando ele descreve um pé considerado feio, a descrição é tão idiota que acaba até sendo preconceituosa: Pés perfeitos significam que todos os dedos devem estar no seu devido tamanho. Você mulher, não pode ter um dedo maior que outro ou muito separados (porque é claro que a mulher tem culpa de nascer com dedos diferentes dos outros). Se depender da comissão julgadora dos machos, você será descartada, só porque tem um dedo maior que outro e não porque cuida dos seus pés direitinho.  E que por causa da "aberração" que é alguns pés femininos alheios, essas mulheres nunca deverão usar rasteirinhas ou sandálias e expor tais monstros. Ô amigos (todos os homens que estiverem lendo isso), meus pés não fazem parte do que é considerado "normal". Sim, eles são feios até pra mim, mas não é por isso que vou deixar de calçar sandálias, principalmente num calor de 35º, só porque eu não devo mostrar meus pés feios à sociedade.
Faça-me o favor!
"Minha conclusão: rasteirinhas são equivalentes a biquínis, enquanto sapatilhas, scarpins e tênis correspondem a maiôs. Olhe bem para o seu pé e avalie se você vai sair à rua de biquíni ou se o semancol manda colocar um sobretudo." pág- 127.

Passado meu ataque de pura identificação com "pés feios", recomendo o livro a todas as mulheres de pés feios ou bonitos!

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