29 maio 2014

O pequeno Príncipe...

minha quote preferida do livro...

Alguns falam que é livro de miss, outros dizem que é muito infantil, há os que o defendem com afinco... entre tantas opiniões distintas, é acertado dizer que O pequeno Príncipe é um clássico que carrega em sua aparente simplicidade uma emocionante reflexão de vida, que pode ser levada em conta tanto por crianças quanto por adultos... Antoine de Saint-Exupéry presenteou o mundo com uma das obras mais encantadoras da literatura mundial. O livro é uma Ode às crianças que existem dentro de cada um de nós...

O narrador começa contando sobre sua infância, aos seis anos, quando encontra uma gravura num livro representando uma jiboia engolindo um animal. E então, a pequena criança faz o seu próprio desenho da jiboia, e quando questiona às pessoas adultas se elas tem medo de seu desenho, elas respondem que um chapéu desenhado não poderia causar medo... E aí, nosso pequeno contador de história redesenha mostrando o lado interior da jiboia, a fim de que as pessoas adultas entendam que aquilo não era um chapéu, e sim, uma cobra gigante que comeu um elefante. E ainda completa dizendo que os adultos precisam de explicações complexas, detalhadas, pois não conseguem entender a simplicidade das coisas... 



Já adulto, em uma de suas viagens ele sofre uma pane no deserto e encontra um homenzinho de aparência curiosa... A primeira coisa que ele lhe pede é que ele desenhe um carneiro. Em um local inóspito, a quilômetros de distância da civilização, ele acha estranho ver um homem pequenino, parecendo uma criança, vestido em roupas estranhas, lhe pedindo um desenho de carneiro. Apesar da estranheza, o bom narrador atende seu pedido... Então, mais do que depressa, ela faz o desenho da jiboia comendo o elefante [a única coisa que sabia desenhar na vida], já esperando que o homenzinho lhe diga que aquilo é um chapéu, e se surpreende quando este lhe diz:

"- Não! Não! Eu não quero um elefante numa jiboia. A jiboia é perigosa e o elefante toma muito espaço. tudo é pequeno onde eu moro. Preciso é de um carneiro. Desenha-me um carneiro."
Aquele pequeno e estranho homenzinho enxergava além dos detalhes...
De onde ele vem? Como surgiu ali naquele deserto? Nosso protagonista, o Pequeno Príncipe, vive num asteroide de nome B 612. Em algum momento, ele recebe em seu planeta um botão de flor. A rosa que nasceu desse pequeno botão é arrogante, e acaba repelindo o pequeno príncipe. Sua decepção por não conquistar o afeto da rosa é tamanho que ele parte de seu planeta em busca de amizade em outros locais.
Ao longo do caminho, se depara com diversos personagens, como a Raposa, um Rei, um Vaidoso, entre outros, e a cada encontro, lições de vida são reveladas...

Em sua jornada, o Pequeno Príncipe encontra em seu amigo aviador [nosso narrador] um amigo. Ele consegue cativar a Raposa, e enxerga a importância de sua rosa.

"- Vai rever as rosas. Assim compreenderás que a tua é única no mundo."



Minha edição é toda grifada, pois vários trechos do livro me fizeram engolir em seco, me emocionaram... Tive a oportunidade de comprar uma edição ilustrada, com imagens feitas pelo próprio autor, pintadas em aquarela. Segundo o principezinho, o belo é invisível aos olhos, e que, mesmo em meio a um deserto, é possível encontrar um poço com água fresca... As metáforas do livro nos ensinam que sempre deverá haver esperança, embora as situações não pareçam promissoras, que devemos enxergar além do que nos é mostrado, e que se pudermos ver o mundo com os olhos inocentes de uma criança, aquela que fomos um dia, tudo será mais bonito, leal e sincero. Ao menos pra mim, foi isso que a leitura significou. Acho que cada leitor tira uma mensagem diferente, mas de igual equivalência...

O Pequeno Príncipe comove por ser puro, discreto, e apesar de metafórico, pela simplicidade de suas palavras... Ao terminar a leitura, senti o corpo desabar no choro, chorei de soluçar... e quando a leitura faz isso comigo, é certo que é uma obra que levo comigo pra vida inteira... 


Comprado na Bienal 2013, pois quando li foi emprestado, e agora tenho minha própria edição...