23 junho 2015

O Dom, segundo volume da série Bruxos e Bruxas...

Bem, cá estou novamente resenhando um livro de James Patterson. O dom, segundo livro da série Bruxos e Bruxas, já resenhado aqui antes, demorou a ser lido. Quando finalmente consigo tê-lo em mãos, achei que seria mais uma leitura proveitosa como chegou a ser o livro que deu início à série, mas devo dizer que O Dom não me agradou tanto como seu predecessor...

Publicado pela Editora Novo Conceito, O dom dá um enfoque maior nos interesses e gostos pessoais dos irmãos Allgood. Dessa vez, Wisty está sendo perseguida pelo O Único que é o Único, que parece ter como objetivo principal [além de acabar com qualquer tipo de liberdade da população], conseguir algo que só Wisteria Rose Algood tem... O que será?


Confesso que na metade do livro eu já havia matado a charada. Logo no começo da história, ela está para ser executada, e seu irmão Whit não sabe o que fazer para salvar a irmã caçula. Mas, logo que se livram do horror da morte nas cenas iniciais, eles volta e meia caem nas garras do poderoso Único. Confesso que essas muitas fugas e prisões meio que me irritaram... 

O grande amor de Whit já não pode mais ajudá-los. O Fuinha não se decide pra qual lado vai pender. Ele é apaixonado por Wisty, e a ideia lhe provoca arrepios, mas lá no fundo, o traidor parece mexer com a garota... Ela passa o tempo inteiro relutando sobre isso... Em paralelo, se envolve [ou tenta] com um baterista de banda, mas isso provou-se não ser uma boa saída... 

Então... enquanto o mundo está sendo consumido lá fora, as crianças e adolescentes do subterrâneo, que estão sendo procuradas pelo governo estão dando shows de rock. [não vi muita coerência nisso]. Claro que pode ser uma maneira que a Resistência encontrou de dar um certo consolo a esses infelizes, que tiveram tudo em suas vidas perdido: família, amores, amigos, animais, livros... Mas na minha humilde opinião, o momento realmente não se adequava a isso, pelas tensões que estavam permeando a história naquele momento.

Um dos pontos interessantes foi o desenvolvimento dos poderes de Whit, e da própria Wisty. Whit descobre que sua irmão possui um Dom, mas ele não fica atrás. Ao longo dos [curtos] capítulos, podemos acompanhar os poderes do irmão ficando cada vez mais fortes, e nas horas que eles mais necessitam, seu 'poder de fogo' não costuma abandoná-los. 

Sobre a parte técnica do livro, não tenho do que reclamar. A editora fez um ótimo trabalho de diagramação, a capa condiz bem com a história, e o livro foi dividido em 100 capítulos, três partes e um epílogo. Ao final, temos uma espécie de glossário contendo trechos de propaganda da Nova Ordem, identificando mais algumas obras consideradas subversivas, desde obras a artistas, como Lady Gu Gu, Jogos Sedentos e Paulo Cezonne. 

A história finda[?!?] dando gancho para o terceiro volume da série: O fogo. Ainda não o tenho no acervo e só preciso dele para completar meus volumes. Sinal de que O Beijo ainda vai ficar 'empacado' um pouco mais na estante... 

Em suma. para o público jovem, é um livro que agrada em cheio, a linguagem de fácil assimilação, a 'jovialidade' atual inserida nas entrelinhas. Ao público mais adulto, pode agradar, se você não estiver esperando um grande épico clássico universal... Atento mais uma vez, para as referências de obras clássicas contidas ao longo do texto [como o centro Admirável Mundo Novo]. Acredito que essas referências sejam úteis para o jovem leitor 'buscar' essas grandes obras distópicas, a fim de se aprofundar na temática, e começar a montar sua própria 'linha de leitura'... 

Bem, espero que tenham curtido a resenha... Já leram ou tem vontade de ler a série Bruxos e Bruxas?  Podem falar caso não sintam também *risos*...
Até o próximo post...