11 julho 2016

O Prisioneiro do Céu, de Carlos Ruiz Zafón

Por fim queridos leitores, trago para vocês o terceiro título da série do Cemitério dos Livros Esquecidos de Carlos Ruiz Zafón: O Prisioneiro do Céu.
Se o segundo livro da série, o Jogo do Anjo se passa há uns bons anos antes do primeiro livro A Sombra do Vento, este volume se passa há poucos mais de dois anos depois dele.
Em O Prisioneiro do Céu temos a história narrada por duas vozes: Daniel Sempere em primeira pessoa no presente e em terceira pessoa sob o ponto de vista de Fermín Romero de Torres no passado. Daniel no fim dos anos 50 e Fermín no fim dos anos 30. Essa mudança de época em nada atrapalha a história pois acontece em capítulos intercalados e a leitura desse terceiro livro foi a mais rápida que fiz dentre os três da série pois o mesmo possui capítulos curtinhos.

A história inicia-se na Livraria Sempere & Filhos quando em um Natal, as vendas estão muito em baixa e em uma tarde após a saída do Sr. Sempere, Daniel vê entrar uma estranha figura na loja. Um homem estranho, de cara antipática e ao que parece com várias partes do corpo mutiladas que logo demonstrou não se interessar por livros mas quis comprar o livro mais caro da livraria, então, tudo ficou mais curioso quando o estranho pediu que Daniel fizesse a entrega do livro e ao perguntar para quem, ele fez uma dedicatória e lhe mostrou...


E foi-se embora. Com uma pulga atrás da orelha, o livreiro resolve seguir o homem e fazer uma pequena investigação que no final o deixa mais intrigado ainda. É aí que Daniel percebe que terá que contar a Fermín sobre o homem e é nesse momento que a história do passado de Fermín será enfim narrada e para a surpresa do leitor trazendo várias e várias revelações.

Neste volume temos por assim dizer a reunião de muitos personagens, pois há quem figurou no primeiro livro como: Daniel, Fermín, Sr. Sempere e personagens do segundo livro como: David Martín e uma certa moça que não citarei o nome para não estragar a surpresa para quem não leu o segundo ainda ^^

Nos capítulos de Fermín, ele conta a Daniel seu passado sofrido na prisão e como acabou conhecendo no meio de todo aquele infortúnio a estranha pessoa que apareceu na loja e David Martín, homem que Daniel começa a achar que está cada vez mais ligado a sua própria vida. Sem contar que uma verdade muito amarga vem a tona e isso pede uma decisão muito difícil da parte de Daniel Sempere.
É nesse livro que o leitor consegue pesar melhor os acontecimentos do segundo livro e decidir por si só em que fatos acreditar ou não.

Um dos pontos altos desse livro é o Fermín. Ele é um personagem único que amei no Sombra do Vento e veio para essa história só para cativar mais os leitores com sua história de vida e suas frases espirituosas que me causaram muitos risos.

Para finalizar, Zafón passa uma senhora rasteira no leitor ao deixar o final do livro em aberto. Isso abriu toda a possibilidade de um quarto livro. Será que haverá mesmo? Vou torcer que sim :D

Até mais! :*