10 agosto 2016

Caixa de Correio #23 - O instante incerto, de Dorrit Harazim


Lançamento de junho/2016

Chegou mais um livro da parceria do blog com a editora Companhia das Letras, me atrasei um pouco pra apresentá-lo a vocês, mas cá estou finalmente :)

Assim que vi que este livro estava disponível para resenha, não pensei duas vezes em optar por ele, visto que tenho uma paixão secreta por fotografia e sempre tive curiosidade em saber o que se passa por detrás de algumas históricas. Neste a jornalista Dorrit Harazim conta algumas dessas histórias, como aquela da famosa fotografia de Kevin Carter no Sudão em 1993, ganhadora inclusive de um prêmio Pulitzer. Nela Kevin clica o 'Instante Certo' onde um abutre rodeia uma criança faminta tentando chegar ao centro de alimentação da ONU. Kevin foi muito criticado na época por não ter parado e ajudado a criança, o que acabou, juntamente com seu histórico de trabalhar em vários cenários de guerra, afetando-o para sempre.

Sinopse da editora:

A fotografia mudou o mundo. Há cliques que alteraram o rumo da história, os costumes da sociedade, os hábitos privados e coletivos. Neste O instante certo, a premiada jornalista Dorrit Harazim conta a história e as histórias de alguns dos mais célebres fotogramas já tirados. Com o olhar menos interessado em aspectos técnicos do que em aspectos humanos, Dorrit enxerga para além de jogos de luzes e sombras, mirando sempre nas narrativas que as fotografias por vezes revelam e por vezes ocultam.
Assim, registros da Guerra Civil Americana propiciam uma rica análise dos avanços tecnológicos da fotografia e de como eles mudaram a reportagem de guerra. Uma fotografia na cidade de Selma é um relato da trajetória do movimento pelos direitos civis, e uma série de retratos de um casamento inter-racial serve para alterar a visão de uma nação sobre seu próprio racismo. No Brasil, uma mudança na lei trabalhista tem como fruto um dos mais profícuos retratistas do país, e o acaso e a sorte levam outro talentoso fotógrafo ao sucesso internacional.
Num dos momentos mais emocionantes do livro, Dorrit conta a história do fotógrafo que registrou os pertences de dezenas de internos de uma instituição psiquiátrica desativada. São malas, bolsas e inúmeros cacarecos, um labirinto pessoal e afetivo de gente que foi esquecida e abandonada pelo tempo, e cujas memórias são resgatadas por essas imagens. Da mesma forma, Dorrit narra a vida da misteriosa Vivian Maier, uma babá de vida pessoal discreta que, após a morte, foi revelada como uma grande fotógrafa e retratou como poucos a sua cidade e a sua sociedade.
Neste que é seu primeiro livro, Dorrit Harazim nos guia não apenas através das imagens, mas de um universo de histórias interligadas, acasos e aqueles breves instantes de genialidade que só a fotografia pode captar.

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Em breve tem resenha aqui.
Até mais!